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17 de maio de 2018
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Artigo / TCU fecha o cerco a contratações de empreiteiras por concessionárias

Segundo Carlos Campos, coordenador de infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o modelo atual é a prova de que as regras precisam mudar. “O que vimos nos aeroportos era óbvio desde o início, com a Infraero completamente subordinada à administração do setor privado. Isso precisa mudar. É preciso buscar formas de restringir essa subcontratação”.

Segundo Bruno Dantas, o trabalho ainda está em análise e uma proposta deve ser levada em breve ao plenário da corte de contas.

As empreiteiras não comentam o assunto. A Infraero não retornou os pedidos de entrevista. Em 2016, uma auditoria interna realizada pela estatal constatou que as obras de expansão de Guarulhos e Viracopos, iniciadas em 2012, teriam custado R$ 1,316 bilhão a mais que o preço médio do mercado. A auditoria investigava possíveis irregularidades em uma série de contratações feitas pelas concessionárias que administram os dois aeroportos paulistas, todas elas com o aval da Infraero. Na ocasião, a Infraero atribuiu as aprovações de contratos com valores acima dos preços de mercado às decisões da “administração anterior”, mas não explicou por que deixou de realizar o levantamento detalhado de custos antes de as contratações serem aprovadas pelas concessionárias.