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16 de julho de 2020
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LEGISLAÇÃO

Mudança na lei de saneamento deve atrair China e França para negócios no Brasil

A medida permite que empresas privadas entrem no país, não apenas empresas públicas. Isso inclui empresas brasileiras e estrangeiras de países como China, França e Espanha
Fonte: Uol

A nova lei de saneamento aprovada pelo Congresso em junho mudará a face dos serviços e tratamento de águas residuais do país nos próximos anos.

Para especialistas, as novas regras incentivarão o investimento não apenas de empresas já presentes nesse mercado, mas também atrairão empresas de outros setores.

A medida permite que empresas privadas entrem no país, não apenas empresas públicas. Isso inclui empresas brasileiras e estrangeiras de países como China, França e Espanha.

Para os profissionais que monitoram o setor, as concessionárias de energia e rodoviárias, locais e estrangeiras, são fortes candidatos ao mercado de remediação, começando a competir com as empresas de abastecimento de água e esgoto que já atuam no setor.

Esse interesse será compartilhado por grupos locais e estrangeiros e eles analisarão um acordo no valor de centenas de bilhões de reais.

O analista de gestão de recursos da Perfin, Marcelo Sandri, coletou dados que mostram que o faturamento anual do setor sanitário no Brasil é de US $ 65 bilhões, atingindo US $135 bilhões quando incluem investimentos, receitas e impostos. De acordo com ele, o valor estimado de mercado de todas as empresas sanitárias estaduais no Brasil, se privatizad...


A nova lei de saneamento aprovada pelo Congresso em junho mudará a face dos serviços e tratamento de águas residuais do país nos próximos anos.

Para especialistas, as novas regras incentivarão o investimento não apenas de empresas já presentes nesse mercado, mas também atrairão empresas de outros setores.

A medida permite que empresas privadas entrem no país, não apenas empresas públicas. Isso inclui empresas brasileiras e estrangeiras de países como China, França e Espanha.

Para os profissionais que monitoram o setor, as concessionárias de energia e rodoviárias, locais e estrangeiras, são fortes candidatos ao mercado de remediação, começando a competir com as empresas de abastecimento de água e esgoto que já atuam no setor.

Esse interesse será compartilhado por grupos locais e estrangeiros e eles analisarão um acordo no valor de centenas de bilhões de reais.

O analista de gestão de recursos da Perfin, Marcelo Sandri, coletou dados que mostram que o faturamento anual do setor sanitário no Brasil é de US $ 65 bilhões, atingindo US $135 bilhões quando incluem investimentos, receitas e impostos. De acordo com ele, o valor estimado de mercado de todas as empresas sanitárias estaduais no Brasil, se privatizado, chega a cerca de Rs 140 bilhões.

Em junho, o Congresso aprovou um novo marco regulatório para medidas sanitárias destinadas a universalizar, até 2033, serviços de tratamento de água e saneamento que hoje faltam mais de 100 milhões de brasileiros.

As novas regras abolem a renovação automática das concessões existentes e definem os índices de eficiência e qualidade que devem ser respeitados, bem como as políticas tarifárias.

O texto ainda depende da sanção do Presidente da República e, posteriormente, da renovação das concessões pelos vereadores.

No entanto, especialistas do mercado dizem que as mudanças vão gerar negócios. As contas da Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Água e Esgoto (Abcon) exigirão um total de US $ 750 bilhões nos próximos 10 anos.