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02 de abril de 2020
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ARTIGO

Contra a pandemia, o remédio é a parceria

Sem tirar os olhos da saúde, é preciso fazer a economia andar, ainda que em novo ritmo e sob novas perspectivas. E essa é uma missão que cabe tanto para a iniciativa privada quanto para o poder público
Fonte: Assessoria de Imprensa

No momento em que o este texto é escrito, há mais de 2,5 bilhões de pessoas em isolamento social, o que equivale a um terço da população do planeta.

Escolas fechadas, empresas se adaptando a novas formas de trabalho, milhares de eventos cancelados, pausa no calendário esportivo, incluindo a Olimpíada de Tóquio, comércios e indústrias de serviços considerados não essenciais com as portas fechadas.

Em meio a essa mudança radical de rotina, somos constantemente alimentados com as notícias sobre o efeito devastador da Covid-19, infecção causada pelo novo Coronavírus. Iniciamos a semana com mais de 800 mil casos confirmados e as mortes ultrapassam 39 mil em mais de 200 países e territórios.

Estamos diante de um cenário totalmente novo e inesperado, e as previsões assustam. O Banco Central zerou a sua projeção de crescimento da economia brasileira para este ano, que estava em 2,2%.

A Moody’s também revisou para baixo seus prognósticos de crescimento econômico nos países do G-20.

“As economias do G-20 sofrerão um choque sem precedentes no primeiro semestre deste ano e terão uma contração em 2020 como um todo, antes de uma retomada em 2021”, informa o relatório da agência de classif...


No momento em que o este texto é escrito, há mais de 2,5 bilhões de pessoas em isolamento social, o que equivale a um terço da população do planeta.

Escolas fechadas, empresas se adaptando a novas formas de trabalho, milhares de eventos cancelados, pausa no calendário esportivo, incluindo a Olimpíada de Tóquio, comércios e indústrias de serviços considerados não essenciais com as portas fechadas.

Em meio a essa mudança radical de rotina, somos constantemente alimentados com as notícias sobre o efeito devastador da Covid-19, infecção causada pelo novo Coronavírus. Iniciamos a semana com mais de 800 mil casos confirmados e as mortes ultrapassam 39 mil em mais de 200 países e territórios.

Estamos diante de um cenário totalmente novo e inesperado, e as previsões assustam. O Banco Central zerou a sua projeção de crescimento da economia brasileira para este ano, que estava em 2,2%.

A Moody’s também revisou para baixo seus prognósticos de crescimento econômico nos países do G-20.

“As economias do G-20 sofrerão um choque sem precedentes no primeiro semestre deste ano e terão uma contração em 2020 como um todo, antes de uma retomada em 2021”, informa o relatório da agência de classificação de riscos.

É compreensível o sentimento de medo e insegurança que toma conta de todos nós, empresários, pequenos, médios e grandes e, principalmente, dos trabalhadores, formais e informais.

O que não é concebível é estabelecer uma guerra, em que a saúde e a economia são postas frente a frente, como adversárias, como se tivéssemos que escolher entre ficar do lado de uma ou de outra.

Primeiramente, é preciso que todos estejamos bem. Independentemente de faixa etária e da classe social.

O diretor executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou: "nós também entendemos a situação terrível que os países enfrentam para proteger as economias e os sistemas sociais, mas temos que focar primeiro em parar essa doença e em salvar vidas”.

Dinheiro se recupera, saúde não. Para a OMS, a responsabilidade de conter a pandemia de Coronavírus é, principalmente, das autoridades políticas.

Por mais duras que possam parecer as medidas de contenção de aglomeração, é fato que elas são fundamentais na luta contra a pandemia. Grandes economias, como os Estados Unidos, entenderam essa necessidade: “Quanto mais agressivamente nos comprometemos com o distanciamento social, mais vidas podemos salvar, e mais cedo os americanos podem voltar ao trabalho, voltar às aulas e voltar ao normal”, afirmou o presidente Donald Trump. É a rápida volta da nossa normalidade, da nossa rotina na vida social e no nosso trabalho, que queremos também.

Sem tirar os olhos da saúde, precisamos fazer a economia andar, ainda que em novo ritmo e sob novas perspectivas. E essa é uma missão que cabe a todos nós, tanto iniciativa privada quanto o poder público.

Somente o esforço conjunto de todos os agentes nos dará a chance de evitar uma séria recessão. Cada um fazendo a sua parte para que a roda continue a girar.

De uma forma geral, são fundamentais e urgentes medidas econômicas dos governos, em todas as esferas, para minimizar o impacto da pandemia no país e garantir proteção ao emprego e apoio às famílias mais carentes. O que importa agora é garantirmos que toda a população esteja bem e saudável. Quando a turbulência passar, precisaremos que todos estejam engajados nos movimentos da retomada.

É hora de olhar para a saúde e para a economia de um Brasil que não será o mesmo depois que essa pandemia passar. Assim como o mundo, assim como nós.

* Ricardo José Alves é CEO da Halipar (Holding de Alimentação e Participações)