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18 de maio de 2018
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Entrevista

Ventos a favor

Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN, em 2017, subiu 26,5% em relação a 2016. As usinas movidas pela força do vento somaram 4.619 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.651 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda a energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017.

A energia eólica gerada em 2017 também pode ser medida pela quantidade de lares brasileiros abastecidos por essa fonte, demonstrando em outro índice a importância dessa geração. De acordo com a resenha mensal publicada pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o consumo médio residencial no Brasil, no ano de 2017, foi de 157 kWh por mês.

Portanto, na média, foram abastecidas 22,4 milhões de residências por mês, o equivalente a cerca de 67 milhões de habitantes, tendo registrado crescimento de 28,8% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 52 milhões de pessoas.

A energia gerada pela fonte eólica em 2017 foi capaz de fornecer energia elétrica residencial a uma população maior que a da região Nordeste (mais de 57 milhões de pessoas). Considera-se que três habitantes residam em cada casa. Os dados de população são do IBGE – Estimativas da População Residente no Brasil e nas Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2017.

Fator de capacidade (FC)

O fator de capacidade da fonte eólica é a medida de sua produtividade. O valor médio para 2017 foi 42,9%, tendo atingido fator de capacidade mensal médio em setembro, com 60,6%. De acordo com levantamento do Ministério de Minas e Energia (MME), em 2016, a média mundial do desempenho das eólicas ficou em 24,7%. O MME observa em seu documento: “De 2000 para 2016 o Brasil passou de um FC médio de 20% para 41,6%.

No mundo, esses indicadores foram de 22% e 24,7%, respectivamente. Observa-se que de um FC abaixo do mundial em 2000, o Brasil evoluiu para um indicador 68% superior"

Bons ventos

Para a energia eólica, o bom vento tem que ser unidirecional, constante e não sujeito a grandes mudanças de velocidade. Esse trio de qualidades é perfeito para eólica porque as máquinas trabalham de forma constante, o que propicia uma maior produtividade para usinas eólicas.