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20 de fevereiro de 2013
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Especial Ceará - Desenvolvimento Industrial

US$ 1,2 bilhão para levar laminadora a Pecém

Projeto que prevê a produção de 1 milhão de toneladas de aço por ano, revela esforço de indústria nacional

As primeiras projeções da laminadora da Aço Cearense, prevista para ser construída no município de Caucaia, é da produção de 1 milhão de tonelada por ano. O vice-presidente do Grupo Aço Cearense, Ian Corrêa, já tinha confirmado o interesse da empresa em investir em uma laminadora no Pecém, motivada pela implantação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Os dados inicialmente divulgados sobre o projeto estimaram investimento de US$ 1,2 bilhão, condicionado à existência de parceiros internacionais e com o Governo do Ceará.

Segundo o executivo, o investimento é parte da política de substituições das importações, e representará maior segurança diante da instabilidade da economia mundial, mas não significa preços mais competitivos com relação à matéria-prima comprada no mercado externo, pois os custos no Brasil são altos. Um exemplo é a siderúrgica do Grupo, que produz aço longo no Pará, em operação desde 2008, e somente agora começa a dar retorno.

No entanto, a expectativa é de que, com o início das operações da CSP, em cerca de quatro anos, e os investimentos em infraestrutura na região, o impacto sobre os custos de logística sejam diminuídos.  O custo para trazer o produto da China é de US$ 50 por tonelada de aço, enquanto que para trazer do Rio de Janeiro, o custo fica na casa dos US$ 80.

Para Corrêa, a implantação da siderúrgica do Pecém representa a concretização de um sonho e o progresso para o estado. “Para saber o nível de desenvolvimento de uma região, se mede o consumo de aço. Uma região produtora de aço se desenvolve”.  O Ceará já atraiu uma outra laminadora,  do grupo espanhol Añon, que investirá cerca de US$ 1 bilhão para instalar a Siderúrgica Latino-Americana (Silat) no Pecém, por conta da Companhia Siderúrgica de Pecém.

A empresa não se pronuncia oficialmente, mas já há estudos sobre a compra de um terreno. Uma das questões que precisará ser resolvida é com respeito à compra de parte da produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A maior parte da produção da usina, cerca de 80%, deverá ser exportada, e a produção destinada ao mercado brasileiro será insuficiente para atender à laminadora.

Com foco no mercado do Norte e Nordeste, a laminadora da Aço Cearense deve se instalar na região do Pecém, mas fora da Zona de Processamento de Exportações (ZPE). “O consumo per capita de aço do brasileiro


As primeiras projeções da laminadora da Aço Cearense, prevista para ser construída no município de Caucaia, é da produção de 1 milhão de tonelada por ano. O vice-presidente do Grupo Aço Cearense, Ian Corrêa, já tinha confirmado o interesse da empresa em investir em uma laminadora no Pecém, motivada pela implantação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Os dados inicialmente divulgados sobre o projeto estimaram investimento de US$ 1,2 bilhão, condicionado à existência de parceiros internacionais e com o Governo do Ceará.

Segundo o executivo, o investimento é parte da política de substituições das importações, e representará maior segurança diante da instabilidade da economia mundial, mas não significa preços mais competitivos com relação à matéria-prima comprada no mercado externo, pois os custos no Brasil são altos. Um exemplo é a siderúrgica do Grupo, que produz aço longo no Pará, em operação desde 2008, e somente agora começa a dar retorno.

No entanto, a expectativa é de que, com o início das operações da CSP, em cerca de quatro anos, e os investimentos em infraestrutura na região, o impacto sobre os custos de logística sejam diminuídos.  O custo para trazer o produto da China é de US$ 50 por tonelada de aço, enquanto que para trazer do Rio de Janeiro, o custo fica na casa dos US$ 80.

Para Corrêa, a implantação da siderúrgica do Pecém representa a concretização de um sonho e o progresso para o estado. “Para saber o nível de desenvolvimento de uma região, se mede o consumo de aço. Uma região produtora de aço se desenvolve”.  O Ceará já atraiu uma outra laminadora,  do grupo espanhol Añon, que investirá cerca de US$ 1 bilhão para instalar a Siderúrgica Latino-Americana (Silat) no Pecém, por conta da Companhia Siderúrgica de Pecém.

A empresa não se pronuncia oficialmente, mas já há estudos sobre a compra de um terreno. Uma das questões que precisará ser resolvida é com respeito à compra de parte da produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A maior parte da produção da usina, cerca de 80%, deverá ser exportada, e a produção destinada ao mercado brasileiro será insuficiente para atender à laminadora.

Com foco no mercado do Norte e Nordeste, a laminadora da Aço Cearense deve se instalar na região do Pecém, mas fora da Zona de Processamento de Exportações (ZPE). “O consumo per capita de aço do brasileiro é de 140 kg/ano. No Norte/Nordeste, é de 30 kg”, afirma, explicando o potencial de crescimento do mercado. Parte da produção da usina será usada pela própria Aço Cearense.