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20 de fevereiro de 2013
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Especial Ceará - Desenvolvimento Industrial

No Ceará, a mais moderna usina siderúrgica do País

Com a nova siderúrgica, o Ceará passa a trilhar com passos mais largos os caminhos da industrialização

Com a implantação da Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), o Ceará será o primeiro estado brasileiro a ter uma unidade siderúrgica instalada numa Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Com isso, a usina contará com incentivos fiscais e isenção de impostos, desde que exporte o mínimo de 80% do aço produzido na usina. A CSP é uma joint-venture formada pela brasileira Vale, com 50% das ações, e com as sul-coreanas Dongkuk e Posco, com 30% e 20%, respectivamente, devendo ser a mais moderna usina siderúrgica do país, conforme promessa dos seus proprietários. O empreendimento envolve recursos da ordem de US$ 5 bilhões e, no pico da construção, deve gerar 15.000 empregos.

A implantação da Siderúrgica é fundamental para o desenvolvimento do estado, tendo em vista que implicará em ampliação do setor industrial cearense na ordem de 48%, gerando um incremento de 12% no Produto Interno Bruto (PIB). Para isso, o estado está fazendo vultosos investimentos como o Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), equipamento que vai fornecer um píer de atracação exclusivo para as atividades da CSP, como a exportação de placas de aço e recepção de minérios, fortalecendo o investimento e ao mesmo tempo ampliando a capacidade do terminal para outros produtos.

A Posco Engeneiring and Constructions, braço construtor da Posco terceira maior usina siderúrgica do mundo é responsável pela obra. Segundo o planejamento, a planta deve iniciar a operação em 2015, com a produção de três milhões de toneladas de placas de aço anuais, dobrando a produção na segunda etapa. A terraplanagem está em fase de conclusão, dando início às obras civis, principais instalações da planta, como alto-forno, produção de aço e lingotamento. No total serão empregadas 35 mil estacas de aço, importadas da Ásia, das quais 10 mil já chegaram.

A partir de 2013, haverá necessidade de mais mão de obra especializada, com níveis técnico e superior. Serão necessários engenheiros, geógrafos, psicólogos, assistentes sociais, técnicos em edificação, mecânica, meio ambiente, além de carpinteiros, pedreiros, armadores, pintores, assistentes administrativos, entre outros. A maior parte dessas vagas deverá ser contratada entre profissionais locais.

A CSP vem incentivando as empreiteiras a buscarem profissionais por meio do Sine/IDT, apontado como o maior parceiro na área de fornecimento de recursos humanos da companhia. No pico da obra, que ocorrerá no final de 2014, estão previstos algo entre 15 mil e 17 mil pessoas trabalhando na instalação da siderúrgica. Cerca de 25% é o percentual médio de trabalhadores que costumam vir de fora para atuar em empreendimentos dessa envergadura.