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08 de maio de 2012
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Entrevista

Um homem com uma missão que não terá fim

Diretor-geral do Dnit, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, fala do esforço empreendido para resgatar a credibilidade do órgão, envolvido em diversos escândalos, e das metas para recuperar a malha rodoviária federal

Transparência, planejamento e utilização de tecnologia de ponta. É sobre esse tripé que deverá ser reestruturado o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), cuja imagem ficou tão arranhada com a série de denúncias de irregularidades na gestão de obras públicas, divulgadas a partir do segundo semestre de 2011. A missão não é das mais fáceis. Por isso mesmo foi confiada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, ao general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, um militar de carreira com longa folha de serviços prestados à Nação, no comando da Diretoria de Obras de Cooperação do Exército.

Reconhecido como engenheiro competente e gestor exigente e cuidadoso, o general Fraxe, deu uma guinada radical na condução do Dnit, adotando medidas duras na retomada de licitações e obras sob a responsabilidade do órgão. Mas, a despeito da sua reputação técnica e administrativa, foi a sua formação militar que mais chamou a atenção, causando até certo desconforto nos corredores do Dnit tão logo assumiu o cargo. “Muitos acharam que eu vim para militarizar o órgão, que eu iria impor ordem-unida aos funcionários. Mas não é nada disso”, comenta o general.  Ele revela que sua grande missão é requalificar os quadros técnicos do Dnit de forma a transformá-lo em um centro de excelência na gestão de obras públicas da infraestrutura de transportes do país. “No caso do Dnit, essa missão não termina nunca, porque o Brasil é um país que tem muito por fazer, muito o que construir. Mesmo o “feijão com arroz” com o trabalho diário de manutenção da malha, no Dnit não termina nunca”, analisa o militar.

Para o general Fraxe, requalificar os recursos humanos do Dnit e recuperar sua credibilidade tem um objetivo maior, que se justifica a médio e longo prazos. Ele revela que o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assinou recentemente uma portaria estabelecendo que a partir de agora, os cargos importantes do Departamento terão de ser ocupados por funcionários de carreira do órgão. Na absoluta falta de profissionais de carreira para aquela vaga, deve ser procurado um profissional equivalente, desde que seja funcionário público federal. Tal procedimento deverá ser adotado, por exemplo, para o preenchimento de cargos como os de diretores técnicos e coordenadores. A intenção é blindar o Dnit de eventuais aparelhamentos político-partidários futuros.

Uma das primeiras medidas da nova gestão do Dnit foi requisitar à presidente Dilma Rousseff a contratação de 1 mil engenheiros e técnicos de nível médio. O objetivo é formar um corpo técnico que planeje, controle e fiscalize as obras do setor, desde o projeto até a execução.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral