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26 de agosto de 2013
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Entrevista

UHE Itaipu: 100 milhões de MWh em 2013

Entrevista com Jorge Samek, diretor geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu

Gigante atinge a “maturidade operacional” e elevado padrão de eficiência aos 30 anos de vida, alcançando a liderança mundial na produção de energia elétrica.

Às vésperas de completar 30 anos de construída, a Usina Hidrelétrica de Itaipu dá provas de grande vitalidade, fechando os seis primeiros meses de 2013 com um recorde na produção de energia: 50,012 milhões de megawatts/hora (MWh). Esse foi o segundo semestre em que a hidrelétrica alcançou esse feito, em igual período do ano, já que no primeiro semestre de 2012 foi registrada a produção de 50,105 milhões de MWh. Mas vale lembrar que 2012 foi um ano bissexto, com um dia a mais em fevereiro que, se descontado, aponta para uma vantagem na produção no período em 2013.

No acumulado de janeiro a dezembro do ano passado, Itaipu obteve uma produção anual de 98,3 milhões de MWh, o que estimulou sua direção e equipe técnica a perseguirem um novo desafio: tendo assegurada a posição de recordista mundial de geração de energia, a meta é fechar o ano de 2013 com a produção de 100 milhões de MWh.

Para Jorge Samek, diretor Geral da usina pelo Brasil trata-se de um objetivo difícil, mas não impossível. Ele conta que a excelente performance apresentada por Itaipu se explica, em parte, pela fartura de chuvas no período, mas, sobretudo, pelo aprimoramento do desempenho operacional, um ponto de honra para a equipe técnica da unidade, desde o início da sua operação, em maio de 1984.

O diretor garante que os resultados só foram alcançados graças à alta disponibilidade dos equipamentos da hidrelétrica, à qualidade técnica das equipes e à eficiência do seu modelo de gestão.

É resultado desse plano de gestão, por exemplo, a otimização das intervenções voltadas à manutenção, que aumentaram a disponibilidade das unidades geradoras em 36 dias por ano; e a implantação de lógicas de atuação automática na geração-transmissão dos setores de 60 hertz e 50 hertz, até o aprimoramento da metodologia e do plano de produção.

Também pesou decisivamente a entrada em operação de novos transformadores na subestação da margem direita (lado paraguaio da usina) e da linha de transmissão de 500 KV Foz-Cascavel, pertencente à Copel.

Nas páginas seguintes, Jorge Samek faz um balanço dessas três décadas de operação de Itaipu um empreendimento que por muito tempo ainda será uma referência da capacidade da engenharia brasileira e revela os planos para o futuro.