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20 de fevereiro de 2013
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Entrevista

São Paulo quer uma malha regional de trens de passageiros

Além de destinar R$ 45 milhões para ampliar e modernizar o metrô e a CPTM, o Governo do Estado quer atrair a iniciativa privada para promover a ligação com o interior, usando os trens de passageiros

Promover a mobilidade de pessoas e mercadorias na Região Metropolitana de São Paulo é um desafio cada dia mais difícil. Parte desse desafio é oferecer as condições necessárias para o deslocamento diário de cerca de 4 milhões de pessoas, de uma ponta a outra da capital paulista, o que parece até irracional, por falta de políticas eficientes de distribuição especial e utilização do solo urbano. Há, na Região Metropolitana, grandes polos geradores de mão de obra, em pontos diametralmente opostos aos centros de absorção dessa força de trabalho.

Para minimizar esse drama, o Governo do Estado de São Paulo vem implementando uma estratégia de ampliação dos sistemas de transportes sobre trilhos de grande capacidade, com obras de expansão dos sistemas de metrôs e trens metropolitanos de passageiros, estimulando, ainda, a integração desse modo de transporte com o sistema de ônibus, operado pela iniciativa privada.

Quando se fala de metrô, está se falando de uma rede com quatro linhas em operação, com uma extensão total de 65,3 quilômetros, 58 estações e 150 trens, com capacidade de atendimento para uma massa de cerca de 4 milhões de pessoas por dia.  Já a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) dispõe de uma malha com 260 km de extensão, com 89 estações operacionais, divididas em seis linhas que cortam 22 municípios. Por dia, são programadas cerca de 2.400 viagens, oferecendo transporte a cerca de 6 milhões de passageiros.

Para ampliar essa capacidade, tanto o metrô quanto a CPTM estão, nesse momento, tocando obras de expansão em várias frentes de trabalho simultâneas, em diferentes regiões da Região Metropolitana. Isso sem falar em diversas intervenções voltadas para modernizar o sistema, ampliar as margens de segurança operacional, reduzir os intervalos entre trens e aumentar o conforto dos passageiros. Em várias dessas situações, o maior desafio nem é levantar os recursos necessários, mas encontrar tempo para fazer as intervenções, já que o sistema da CPTM só pára por três horas todos os dias, enquanto que o do metrô, por quatro horas.

Entrevista, Mário Rodrigues Bandeira, presidente da CPTM.

Nessa entrevista, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, presidente da CPTM, fala das obras de expansão dos dois sistemas, dos projetos que deverão começar ainda este ano, e do novo desafio bancado pelo governo paulista:  levar os trens de passageiros a regiões mais distantes do estado, promovendo a ligação “intercidades” usando o transporte sobre trilhos. Uma empreitada que só poderá ter um bom resultado se estado e iniciativa privada unirem forças através de parcerias.