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11 de setembro de 2014
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Entrevista

"Só melhora a partir de 2016"

Novo presidente da entidade defende maior interlocução entre agentes, segurança jurídica e menos burocracia para alavancar novo ciclo de crescimento da construção
Por Mariuza Rodrigues

Ao final de junho deste ano, o nível de emprego da construção paulista, principal indicador da atividade do setor, apresentava queda de 0,8% na comparação com o mesmo mês de 2013. Era o segundo mês consecutivo de retração. A queda era mais acentuada (2%) no segmento de obras. Mas a tendência não se verificava apenas em São Paulo. Em todas as demais regiões do País, exceto, na região Norte, o mesmo movimento pôde ser observado no período, com o segmento de obras registrando retração de 0,62%.

Em paralelo, acentuou-se o declínio das expectativas dos empresários do setor. Agora se espera que a construção cresça apenas algo próximo a 1% em 2014, e mesmo em face de medidas que revigorem o setor, a expectativa é de que os resultados só possam ser colhidos a partir de 2016.

Fica cada vez mais claro para o setor que é preciso se unir em torno de uma agenda de mudanças, que inclui medidas fiscais, econômicas, mas também ações de desburocratização da atividade e apoio aos investimentos e industrialização.

É sobre essa nova fase do setor, depois de um bom período em alta, que fala o novo presidente do Sinduscon/SP José Romeu Ferraz Neto. Formado em Engenharia Civil e Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie/SP, ele foi fundador do Grupo RFM e presidente do Txai Resorts e da Develop Brasil, além de idealizador e presidente da InvestTur.  Atuou como conselheiro do Sinduscon-SP, da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci/Brasil), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil) e da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA).

E agora assume o protagonismo da construção paulista em meio a um cenário de oscilações e necessidade de mudança.

Revista Grandes Construções – Quais são as principais demandas atualmente do setor, diante de um panorama de queda do desempenho do mercado?

José Romeu Ferraz Neto - As principais demandas do setor ao governo são: estímulos à economia, de modo a favorecer a retomada dos investimentos; racionalização das despesas públicas, para conseguir alocar mais recursos de governo em infraestrutura; articulação mais estreita com a iniciativa privada via parcerias público-privadas (PPPs) e concessões; maior segurança jurídica para elevar o grau de atratividade junto a investidores nacionais e estrangeiros; melhoria do ambiente de negócios mediante redução do excesso de burocracia, simplificação dos recolhimentos tributários etc.