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10 de abril de 2014
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Aeroportos

Problemas estruturais exigem vários níveis de soluções

Muito antes de se pensar em trazer os jogos da Copa 2014 para o Brasil, os aeroportos que integram o sistema nacional vêm enfrentando dificuldade em atender com qualidade ao aumento do número de passageiros.  Para o arquiteto Ricardo Alberti, sócio do escritório Casacinco, de Curitiba (PR), o problema é estrutural e exige intervenções em três escalas de arquitetura e urbanismo. A primeira delas é no próprio edifício dos aeroportos, que precisam se adequar com mais espaço de serviços de espera, sobretudo confortáveis para variados grupos de usuários, como crianças, idosos e portadores de deficiências. "Muitos terminais encontram-se com suas salas de embarque sub-dimensionadas, que em horários de pico tornam-se em um verdadeiro pesadelo para o usuário, sem, muitas vezes, oferecer um espaço adequado para se tomar um café ou comprar um jornal", enfatiza.

A informatização já é uma facilidade inquestionável. De acordo com Alberti, o autoatendimento para compra de bilhetes ou check-in deve ser fomentado pelas operadoras, cabendo ao planejamento arquitetônico maximizar os espaços para essas atividades em detrimento de espaços para formação de filas em balcões. Tudo isso organizado em um sistema que priorize a orientação e acessibilidade do usuário no espaço. "Um edifício público como um aeroporto deve ser facilmente percorrido e os espaços dedicados às atividades do usuário devem ser facilmente encontrados", explica o arquiteto.

A segunda escala de intervenções diz respeito ao dimensionamento de pátios e pistas de aeronaves. O maior número de voos demanda o aumento de área de pátios e, por vezes, a necessidade da construção de novas pistas. O acesso e saída de passageiros nas aeronaves também deve ser facilitado, diminuindo o tempo de embarque ou desembarque, visando a liberação mais rápida do pátio para a ocupação de outras aeronaves.

Entretanto, de nada vale um terminal com excelente dimensionamento interno, acessível ou orientável, se há problemas de estrutura urbana que impeçam que o passageiro chegue no horário de seu voo. A terceira escala de intervenções, portanto, compreende a cidade. "Vale salientar a necessidade de reforço na infraestrutura viária urbana de modo que acomode os novos fluxos de chegada e saída do terminal aeroportuário", diz Alberti.

Resultados


Muito antes de se pensar em trazer os jogos da Copa 2014 para o Brasil, os aeroportos que integram o sistema nacional vêm enfrentando dificuldade em atender com qualidade ao aumento do número de passageiros.  Para o arquiteto Ricardo Alberti, sócio do escritório Casacinco, de Curitiba (PR), o problema é estrutural e exige intervenções em três escalas de arquitetura e urbanismo. A primeira delas é no próprio edifício dos aeroportos, que precisam se adequar com mais espaço de serviços de espera, sobretudo confortáveis para variados grupos de usuários, como crianças, idosos e portadores de deficiências. "Muitos terminais encontram-se com suas salas de embarque sub-dimensionadas, que em horários de pico tornam-se em um verdadeiro pesadelo para o usuário, sem, muitas vezes, oferecer um espaço adequado para se tomar um café ou comprar um jornal", enfatiza.

A informatização já é uma facilidade inquestionável. De acordo com Alberti, o autoatendimento para compra de bilhetes ou check-in deve ser fomentado pelas operadoras, cabendo ao planejamento arquitetônico maximizar os espaços para essas atividades em detrimento de espaços para formação de filas em balcões. Tudo isso organizado em um sistema que priorize a orientação e acessibilidade do usuário no espaço. "Um edifício público como um aeroporto deve ser facilmente percorrido e os espaços dedicados às atividades do usuário devem ser facilmente encontrados", explica o arquiteto.

A segunda escala de intervenções diz respeito ao dimensionamento de pátios e pistas de aeronaves. O maior número de voos demanda o aumento de área de pátios e, por vezes, a necessidade da construção de novas pistas. O acesso e saída de passageiros nas aeronaves também deve ser facilitado, diminuindo o tempo de embarque ou desembarque, visando a liberação mais rápida do pátio para a ocupação de outras aeronaves.

Entretanto, de nada vale um terminal com excelente dimensionamento interno, acessível ou orientável, se há problemas de estrutura urbana que impeçam que o passageiro chegue no horário de seu voo. A terceira escala de intervenções, portanto, compreende a cidade. "Vale salientar a necessidade de reforço na infraestrutura viária urbana de modo que acomode os novos fluxos de chegada e saída do terminal aeroportuário", diz Alberti.

Resultados

Ao término das reformas e ampliações que estão em andamento, o que os usuários devem esperar? "Dinheiro público está em jogo, ainda que a privatização esteja cada vez mais presente. A população contribuinte deve exigir padrões de qualidade nas obras públicas. Infelizmente nem sempre o edital de um projeto público tem essa prerrogativa como fato fundante", alerta o arquiteto. Segundo Alberti, o usuário deve ter a ciência de que a arquitetura deve contribuir para a melhoria do espaço, para que os serviços do transporte aéreo sejam executados.

Por questão de segurança e por atender uma grande quantidade de público, projetar, reformar e aumentar um aeroporto demanda o cumprimento de muitas exigências. Mas mesmo assim é possível incorporar ao projeto conceitos de sustentabilidade, como explica Alberti.

O escritório Casacinco foi o responsável pelo projeto do Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, no Acre. "Buscamos uma forma para o edifício que remete a uma arquitetura da selva. O formato da oca indígena é bastante interessante e não é casual. Ela permite um escoamento de água mais rápido, minimiza o uso de grandes planos envidraçados, além de se beneficiar de uma iluminação zenital (luz natural), conferindo luz indireta para os espaços interiores".