FECHAR
FECHAR
25 de maio de 2012
Voltar
Entrevista

Pontualidade britânica nas obras do estádio baiano

Com mais de 60% de avanço físico, as obras do novo estádio da Fonte Nova, em Salvador, prosseguem adiantadas em relação ao cronograma

Uma obra tocada com muita competência técnica, mas acima de tudo com muita paixão. Para o governador do estado da Bahia, Jaques Wagner, essa combinação foi decisiva para o ritmo acelerado e excelentes resultados alcançados nas obras de construção da nova Arena da Fonte Nova, em Salvador, que será uma das sedes dos jogos da Copa de 2014 e que disputa a posição de um dos palcos da Copa das Confederações, a se realizar em 2013.

A paixão, segundo o governador, se explica pelo fato de as duas construtoras, responsáveis pelas obras a Norberto Odebrecht e a OAS terem seus “umbigos enterrados na Bahia”, por terem sido fundadas e iniciado suas trajetórias naquele estado.  Também se explica pela ligação da obra com uma grande paixão dos baianos e dos brasileiros em geral: o futebol.

Já a competência, segundo o chefe do executivo, fica por conta mesmo da capacidade e know how das construtoras, referências da maturidade da nossa indústria da construção civil, dentro e fora do Brasil.

Mas outro fator é apontado por Jaques Wagner como decisivo para o sucesso do empreendimento: a adoção do modelo de Parceria Público-Privada (PPP) para a sua execução. “Essa foi a melhor solução que a gente encontrou, porque os entes envolvidos o público e o privado são igualmente responsáveis pelo sucesso do empreendimento”, resume o governador dos baianos.

Esses comentários foram feitos no dia 26 de abril, em entrevista coletiva concedida por Jaques Wagner à imprensa baiana, depois da visita oficial de técnicos da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa 2014 às obras do estádio. De fora, apenas as equipes de Grandes Construções e da Construção Hoje Notícias (CHN), convidadas pela assessoria do Palácio de Ondina, sede do governo baiano e pelo consórcio construtor do estádio.

Além de avaliar o andamento das obras da arena desportiva, Jaques Wagner falou sobre os vários projetos de mobilidade urbana e sistema viário, previstos para serem executados até 2014. Ele não escondeu que não está muito preocupado se alguns deles não ficarem prontos a tempo para os jogos.

“É claro que mobilidade urbana e em particularmente o metrô são obras que vão ficar como legados da Copa. E é óbvio que nós usamos o guarda-chuva da Copa também para melhorar o sistema de hotelaria, o tráfego, etc. Mas, se o metrô tiver um atraso e me perguntarem ‘isso significa que não acontece a Copa’, evidenteme


Uma obra tocada com muita competência técnica, mas acima de tudo com muita paixão. Para o governador do estado da Bahia, Jaques Wagner, essa combinação foi decisiva para o ritmo acelerado e excelentes resultados alcançados nas obras de construção da nova Arena da Fonte Nova, em Salvador, que será uma das sedes dos jogos da Copa de 2014 e que disputa a posição de um dos palcos da Copa das Confederações, a se realizar em 2013.

A paixão, segundo o governador, se explica pelo fato de as duas construtoras, responsáveis pelas obras a Norberto Odebrecht e a OAS terem seus “umbigos enterrados na Bahia”, por terem sido fundadas e iniciado suas trajetórias naquele estado.  Também se explica pela ligação da obra com uma grande paixão dos baianos e dos brasileiros em geral: o futebol.

Já a competência, segundo o chefe do executivo, fica por conta mesmo da capacidade e know how das construtoras, referências da maturidade da nossa indústria da construção civil, dentro e fora do Brasil.

Mas outro fator é apontado por Jaques Wagner como decisivo para o sucesso do empreendimento: a adoção do modelo de Parceria Público-Privada (PPP) para a sua execução. “Essa foi a melhor solução que a gente encontrou, porque os entes envolvidos o público e o privado são igualmente responsáveis pelo sucesso do empreendimento”, resume o governador dos baianos.

Esses comentários foram feitos no dia 26 de abril, em entrevista coletiva concedida por Jaques Wagner à imprensa baiana, depois da visita oficial de técnicos da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa 2014 às obras do estádio. De fora, apenas as equipes de Grandes Construções e da Construção Hoje Notícias (CHN), convidadas pela assessoria do Palácio de Ondina, sede do governo baiano e pelo consórcio construtor do estádio.

Além de avaliar o andamento das obras da arena desportiva, Jaques Wagner falou sobre os vários projetos de mobilidade urbana e sistema viário, previstos para serem executados até 2014. Ele não escondeu que não está muito preocupado se alguns deles não ficarem prontos a tempo para os jogos.

“É claro que mobilidade urbana e em particularmente o metrô são obras que vão ficar como legados da Copa. E é óbvio que nós usamos o guarda-chuva da Copa também para melhorar o sistema de hotelaria, o tráfego, etc. Mas, se o metrô tiver um atraso e me perguntarem ‘isso significa que não acontece a Copa’, evidentemente que não. Nós fazemos aqui em Salvador um Carnaval que recebe anualmente mais de 400 mil pessoas de fora, embora seja outra natureza de espetáculo. E quem chegar para a Copa do Mundo, seguramente, não vai andar de metrô. Vai encontrar todo um receptivo, preparado para isso, para fazer o deslocamento do aeroporto para seus hotéis e dos hotéis para o estádio”, explica.

Para o governador Jaques Wagner, o fundamental é ter o estádio pronto e uma boa estrutura hoteleira, capaz de receber os visitantes. O resto é uma questão de criatividade. Certo ou errado, o fato que por falta de um moderno estádio de futebol e da habitual simpatia e hospitalidade, a Bahia não deixará de fazer um belo papel em 2014.

Pergunta: Governador, em sua opinião, como foi a visita dos representantes da Fifa às obras da Arena da Fonte Nova?

Governador Jaques Wagner – Eu creio que os engenheiros da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL), que visitaram as obras, ficaram absolutamente bem impressionados com o que viram. Eu diria que eles se surpreenderam com a maturidade da nossa engenharia e com a excelência das nossas empresas do setor da construção civil. Para mim, isso não é novidade, porque o consórcio que ganhou a disputa para a realização das obras (N.R.: Consórcio Fonte Nova Negócios e Participações S.A, formado pelas construtoras Norberto Odebrecht e OAS) tem sua história, tem o seu umbigo enterrado aqui nessa terra. Tanto a OAS quanto a Odebrecht nasceram aqui na Bahia. Portanto, se elas já fazem um excelente trabalho em qualquer lugar do mundo, aqui elas têm de fazer melhor ainda, e com mais paixão. A tudo isso se soma a nossa vontade de incluir Salvador no circuito da Copa das Confederações.

Pergunta: Salvador será mesmo uma das sedes desse campeonato?

Jaques Wagner – Os consultores da Fifa e do COL que visitaram as obras não respondem pela decisão da Fifa  mas, com a visita, nós demos mais um passo para sermos uma das cidades-sede da Copa das Confederações. Isso não está conquistado ainda, já que essa é uma decisão que vai ser tomada no final de maio, ou em junho, pelo conselho da Fifa. Mas é assim mesmo: é passo a passo que se conquista essa meta. E eu quero parabenizar publicamente toda a equipe técnica da Fonte Nova Negócios e Participações, e o engenheiro chefe da obra, o Alexandre (N.R.: Alexandre Chiavegatto, Diretor de Contrato), porque durante a visita dos consultores não teve espaço para conversa fiada, não. Nós tivemos de mostrar tecnicamente a evolução da obra e essa evolução tem sido feita com muito profissionalismo, tudo planejado, tudo pré-agendado. Desde a implosão do antigo estádio, com o reaproveitamento de mais de 95% de todo a material. No último relatório, nós estávamos em segundo lugar entre as obras dos estádios em todo o Brasil. Só Fortaleza, no Ceará, estava na nossa frente. Portanto, eu creio que nós estamos bem posicionados para a Copa das Confederações. No entanto, eu prefiro aguardar a decisão do conselho da Fifa.

Quero também elogiar a maturidade do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil. Houve a paralisação dos trabalhadores, que está dentro do jogo democrático, mas houve também a maturidade da liderança do movimento em atender a um chamado para a negociação, da Fonte Nova Participações. De tal forma que a greve nas obras da Fonte Nova foi a última a ser deflagrada e a primeira a ser encerrada. Eu faço questão de destacar esse fato, porque o presidente do sindicato fez um pronunciamento afirmando que não se trata de uma obra comum, mas de um projeto de interesse de todos nós, uma obra especial, que mexe com a paixão dos baianos e envolve um compromisso internacional, assumido por nós. Por isso, eu quero registrar e agradecer essa postura do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil.

Pergunta: Qual o prazo definido para a entrega da obra?

Jaques Wagner – O prazo é dezembro de 2012. Foi tudo absolutamente medido para ser concluído nesse prazo, com chances de eventuais antecipações. À exceção dos cerca de 5.500 assentos removíveis, que não estavam no projeto original, e que deverão ser finalizados em fevereiro de 2013. Na verdade, dezembro de 2012 é o prazo de entrega para que a Fifa possa entrar, fazendo o que eles chamam de comissionamento, que é a adequação final para os jogos. Mas enquanto nós estivermos entregando as obras, isso não significa que não estejamos fazendo obras externas ao estádio, complementando áreas de acesso, os espaços de garagens, etc. Fica liberado para eles trabalharem, mas nós continuaremos trabalhando até fevereiro de 2013, no arremate externo, que não interfere com a preparação da festa.

Pergunta:  As obras estão dentro do cronograma previsto?

Jaques Wagner – Sim e acho que a gente até se antecipou muito, com a compra desse material que eu chamaria de mais nobre, que é exatamente o material da cobertura do estádio. Hoje, todo esse material, à exceção da membrana da cobertura, já está todo dentro da obra. E a própria membrana, por sua vez, já está cerca de 25% fabricada nos Estados Unidos, com o tempo de entrega absolutamente dentro do cronograma. Portanto, eu creio que nós estamos fazendo bem o nosso dever de casa.

Pergunta: O senhor falou na inclusão de mais 5.500 assentos removíveis, que não estava no orçamento original (R$ 591.711.185,00), nem no contrato com o consórcio construtor. Isso vai ser objeto de um aditivo nesse contrato? Qual o custo dessa inclusão?

Jaques Wagner – O valor teto que me deram era de R$ 25 milhões, mas já me disseram que será muito menos que isso. Melhor assim. Evidentemente que isso não estava previsto, mas o custo/benefício dessa inclusão é altamente positivo para Salvador, enquanto cidade-sede dos jogos, e para o próprio empreendimento e é bom lembrar que a Fonte Nova Participação vai ficar, durante muitos anos, como gestores desse equipamento, que é o estádio (N.R.: o Contrato de Parceria Público-Privada vigerá pelo período de 35 anos). A ampliação do número de assentos vai permitir que, confirmada a nossa participação na Copa das Confederações, possamos recepcionar jogos mais nobres, com equipes que atraiam maior público. Esses assentos seriam mantidos até a Copa de 2014, ampliando em aproximadamente 12% a capacidade do estádio. É claro que tudo o que eu puder fazer para valorizar esse equipamento agora é valioso. Mas seja qual for o valor, esse acréscimo não estava previsto e vai ser objeto de um entendimento e de uma negociação. Precisamos decidir como vamos encaixar esse plus, ou na contraprestação que teremos de fazer, ou sob a forma de aporte imediato.

Pergunta: Nessa visita dos técnicos da Fifa e do COL, o andamento das obras e projetos de mobilidade urbana também foram avaliados?

Jaques Wagner – Não, foi só o estádio. As obras de mobilidade, eu insisto sempre, são fundamentais como legado, mas não dependemos delas para a execução da Copa do Mundo. Eu quero reafirmar o que sempre disse: nós fazemos aqui em Salvador um Carnaval que recebe anualmente mais de 400 mil pessoas de fora, embora seja outra natureza de espetáculo. E quem chegar para a Copa do Mundo, seguramente não vai andar de metrô. Vai encontrar todo um receptivo, preparado para isso, para fazer o deslocamento do aeroporto para seus hotéis e dos hotéis para o estádio. É óbvio que nós usamos o guarda-chuva da Copa de 2014 para também melhorar o sistema de hotelaria, o tráfego e os transportes, porque, afinal de contas, a população precisa se sentir parte da festa. E vai depender da nossa criatividade, do governo do estado, do município de Salvador, e de todo o interior do estado, criar um ambiente favorável a isso claro que dentro do licenciamento da Fifa para que possamos acolher gente que está fora do estádio, em um ambiente coletivo para a assistência desses jogos. Tudo isso está previsto, e é claro que estrutura de mobilidade urbana e, particularmente, o metrô, são obras que vão ficar como legados da Copa. Mas, se me perguntarem: “se o metrô tiver um atraso, isso significa que não acontece a Copa?” Evidentemente que não. Creio que os elementos fundamentais para a realização da Copa são o estádio, o aeroporto com capacidade de receber os visitantes e a rede hoteleira preparada. O resto, a gente sabe fazer, que é bar, restaurante, táxi, ser receptivo, isso eu não tenho a menor dúvida.

Pergunta: O senhor acredita que a adoção do modelo de parceria público-privada foi a chave do sucesso para esse empreendimento?

Jaques Wagner – Eu continuo dizendo que essa foi a melhor solução que a gente encontrou, porque os entes envolvidos – o público e o privado – são igualmente responsáveis pelo sucesso do empreendimento.

Pergunta: Estava previsto, entre os projetos de mobilidade e como legado para a região, a construção de uma via expressa ligando a BR-342 ao Porto de Salvador. Esse projeto está sendo executado?

Jaques Wagner – Está, sim. A primeira parte dele já foi entregue, que é a chamada Rótula do Abacaxi. Essa etapa já está toda pronta. Nesse momento, nós estamos trabalhando fortemente no trecho na Rua Heitor Dias. Parte dos túneis que dão acesso da Estrada da Rainha ao bairro do Comércio também já está pronto. E aí temos uma novidade: será construído um túnel em dois níveis, sendo um deles para o transporte de carga e o outro para veículos de passeio. Essa obra tem o prazo máximo para conclusão em dezembro de 2012. Para esse projeto, nós temos ainda um viaduto que já está concluído, mas que não foi entregue à população porque a Heitor Dias não está pronta. Nessa rua nós teremos seis pistas, onde o viaduto descarregará o tráfego. A via expressa dará acesso ao porto e se conectará com a futura ponte Salvador-Itaparica, que está em projeto, liberando todo aquele fluxo de tráfego.

Pergunta: Mas a continuidade desse projeto dependia de uma contrapartida em recursos do governo federal. Esses recursos já foram assegurados?

Jaques Wagner – Essa participação já foi resolvida. Foi aportado pelo governo federal um volume de recursos da ordem de R$ 50 milhões. Agora, eu estou esperando o aporte de mais cerca de R$ 14 milhões para a construção de quatro passarelas de pedestres, que haviam sido retiradas do projeto original. Isso porque, inicialmente, esse projeto previa passarelas convencionais, adotadas pelo Dnit. Mas Salvador adotou outro padrão de passarelas, que são uma criação do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. Então, para não atrasar o projeto, nós retiramos as passarelas do projeto original, e agora elas estão sendo reintroduzidas, de acordo com o projeto adotado em Salvador, que todo mundo conhece aqui. Neste momento, eu estou negociando com o Dnit o aporte desse valor adicional. Mas o resto está todo equacionado e nós poderemos até antecipar a conclusão dessas obras.

Pergunta:  Outro projeto importante para receber quem vem de fora é o do terminal de passageiros no Porto de Salvador. A quantas anda esse projeto?

Jaques Wagner – A obra já começou. Nós já fizemos a licitação, com uma previsão de custo de R$ 34 milhões. Mas a empresa ganhadora do certame apresentou um orçamento de R$ 30 milhões. (N.R.: a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) publicou no dia 29 de fevereiro, no Diário Oficial da União, o resultado da licitação para contratação da empresa responsável pela execução das obras destinadas à implantação do Terminal Marítimo de Passageiros e Receptivo Turístico do Porto Salvador. A vencedora foi a Chroma Construções Ltda., que apresentou a proposta com o menor valor global de R$ 30.218.499,70). A ordem de serviço já foi dada pelo Ministério dos Portos e, portanto, daqui a pouco tempo nós já poderemos ver os antigos armazéns 1 e 2 totalmente abertos para o mar, para o início das obras, que deverão ser concluídas em 14 ou 15 meses. Esse vai ser outro legado para a cidade.

Pergunta: No início do processo de discussão sobre os projetos de mobilidade urbana, chegou-se a pensar na instalação de uma linha de BRT (Bus Rapid Transit), que é um sistema de ônibus de alta capacidade que provê um serviço rápido, confortável, eficiente e de qualidade, com a utilização de corredores exclusivos, segregados, para o transporte público. Depois, essa ideia evoluiu para a de um sistema de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com maior capacidade. Qual o cenário que ficou definido?

Jaques Wagner – Foi feita a opção pelo metrô nesse trecho onde seria instalado o BRT. Mas eu acho que, de todo modo, a gente não pode descartar a tecnologia do BRT, porque ele pode ser, por exemplo, o elemento de ligação do bairro de Pirajá até Cajazeiras, ou de interligação do Bairro da Lapa até a Calçada. Mas é bom ressaltar que a licitação que nós vamos fazer para a nova linha do metrô como será uma licitação para PPP, envolvendo obra e gestão do sistema não poderá ser apenas a licitação da linha nova, a chamada Linha 2, ligando Lauro de Freitas ao Bonocô, onde ela se interliga com a Linha 1. Nós vamos ter ainda de licitar também o segundo trecho da Linha 1, Rótula do Abacaxi-Pirajá, porque não há a hipótese de termos dois operadores diferentes no mesmo sistema. Como o operador terá de ser um só, a forma mais racional de fazer é uma licitação para integrar as duas linhas. Mas nós vamos ter de integrar também o sistema metroviário com as linhas de ônibus. Porque não há como fazermos dois sistemas estanques: de um lado o metrô e do outro os ônibus. E eu tenho certeza de que os empresários de ônibus já estão por aí conversando, se articulando.

Pergunta: Por que o trecho existente do metrô já não está operando?

Jaques Wagner – Porque uma linha com seis quilômetros, que é a extensão existente, ou mesmo com 12 quilômetros, que é o máximo previsto para a Linha 1, é muito pequena para cobrir os custos tarifários. (N.R.: números não oficiais dão conta de que, para cobrir os custos operacionais hoje, sem subsídios de governo, a tarifa do metrô teria que ser hoje de aproximadamente R$ 27,00). É claro que todo sistema de metrô tem de contar com algum nível de subsídio de governo. Mas seis quilômetros exigem um nível de subsídio muito alto. Já 34 quilômetros de linha exigiriam um subsídio bem menor, porque vamos ter maior demanda de passageiros.

Pergunta: Então, o senhor está realmente seguro do sucesso do evento da Copa em Salvador?

Jaques Wagner – Sim. Só para se ter uma ideia – e eu espero não estar cometendo aqui nenhuma inconfidência –, quem tentar comprar hoje um ingresso na modalidade “Siga-me”, que atrela o visitante à equipe do seu país ou à equipe que ele quer acompanhar, não vai conseguir. Porque não tem mais nenhum desses ingressos disponíveis para a Copa de 2014. Só de camarotes, já tem mais de US$ 100 milhões vendidos. Está superando todas as expectativas. Portanto, nesse País, que tem uma tradição espetacular de futebol, eu não tenho dúvidas da nossa capacidade de fazermos desse evento um sucesso.