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10 de abril de 2014
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Aeroportos

Para sair do sufoco

Para “quebrar o galho” durante o período da Copa, atendendo à grande movimentação de passageiros que é esperada, a Infraero está usando soluções de engenharia usadas em aeroportos de vários países para atender demandas específicas ou grandes eventos. Trata-se dos Módulos Operacionais (MOPs), usados, por exemplo, em 2004, no Aeroporto de Lisboa, durante a Eurocopa; e em 2006, no Aeroporto de Doha, no Catar, durante os jogos asiáticos. A África do Sul também lançou mão do recurso, em 2010, durante  Copa do Mundo de Futebol.

De acordo com a Infraero, os MOPs são soluções de engenharia de construção rápida e segura, com excelente custo-benefício para ampliar a capacidade de terminais de passageiros. Essas estruturas podem ser utilizadas em operações de embarque, desembarque e check-in de passageiros. A empresa assegura que os módulos oferecem o mesmo conforto dos terminais convencionais e contam com ar condicionado, isolamento térmico e acústico, longarinas, sanitários, Sistema Informativo de Voos, posições de check-in, esteiras de bagagem e até estabelecimentos comerciais, como lanchonetes e livrarias.

Na Rede Infraero, o Aeroporto Internacional de Florianópolis foi o pioneiro na instalação do Módulo e suas operações foram iniciadas em dezembro de 2009. Segundo a Infraero, os passageiros aprovaram a solução, que ampliou em mil m² as salas de embarque e desembarque do aeroporto. Entre os aeroportos relacionados com a Copa, Brasília, Cuiabá, Guarulhos, Campinas e Porto Alegre já contam com um Módulo Operacional em funcionamento, em Brasília um novo Módulo Operacional está em processo de instalação.

Os módulos custam cerca de R$ 2,5 mil o m² e podem ser construídos em apenas nove meses. Para isso, utilizam materiais como tendas apoiadas em estruturas metálicas e até partes infláveis. Para os aeroportos cujos terminais de passageiros estão saturados em momentos de pico, e onde são necessárias soluções emergenciais, os MOPs, de acordo com a Infraero, se apresentam como a melhor opção, também pela economia de tempo na licitação, já que, pelo seu valor, podem ser contratados por meio de pregão eletrônico. Outra vantagem é que, caso obras definitivas sejam executadas posteriormente, os módulos podem ser reaproveitados em outros aeroportos. De acordo com critérios da Infraero, já que podem ser completamente desmontáveis e removíveis.

“Puxadinhos”