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26 de fevereiro de 2014
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Entrevista

Obras da Linha 6 começam já em 2014

Com 15,9 km de extensão, a linha 6 Laranja do Metrô de SP será construída em regime de PPP, com investimentos de R$ 9,6 Bi, iniciativa inédita no País

A Linha 6-Laranja do Metrô-SP é uma das maiores experiências do governo em Parceria Público-Privada (PPP) global. Com uma extensão de 15,9 km e custo estimado em R$ 9,6 bilhões, ela vai ser construída e operada pelo Consórcio Move São Paulo, formado pelos grupos Odebrecht TransPort, Queiroz Galvão, UTC Participações e pelo Eco Realty Fundo de Investimentos e Participações. São empresas que possuem vasta experiência em obras de mobilidade urbana e metrôs.

O Consórcio Move São Paulo foi o único a apresentar propostas na licitação no dia 31 de outubro, cujo contrato de Concessão Patrocinada foi assinado no dia 18 de dezembro de 2013 pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. Segundo ele, trata-se de uma das principais obras de São Paulo com mais de 10 mil trabalhadores, que vai beneficiar dois milhões de pessoas. “A linha poderá começar a funcionar parcialmente em 2018”, anuncia.

Pela proposta apresentada pelo consórcio, o governo de São Paulo deverá dar uma contrapartida de R$ 606,7 milhões durante 19 anos. O valor é R$ 24,8 mil menor do que o teto previsto no edital.

Essa é a primeira linha metroviária a ser implantada pelo modelo de PPP integral, com características pioneiras, já que será totalmente construída e operada pela iniciativa privada.

O contrato tem uma vigência de 25 anos, sendo seis para implantação da linha e 19 para operação e manutenção (incluindo o pátio de manobra, aquisição de sistemas operacionais e a compra de uma frota de 23 trens).

Na primeira fase, a linha ligará a estação São Joaquim, na Linha 1-Azul, a uma futura estação no bairro de Brasilândia. Em uma segunda fase será estendida até Pirituba, na zona Norte, e ao Jardim Anália Franco, na zona Leste. As obras estão previstas para ser iniciadas no primeiro semestre de 2014, com término em 2020.

Dos R$ 9,6 bilhões previstos para serem investidos no empreendimento, R$ 8,9 bilhões serão gastos com as obras. O montante será dividido entre o Governo do Estado (50%) e o consórcio (50%), por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os outros R$ 673 milhões são referentes às desapropriações de imóveis que serão executadas pelo Estado.

O consórcio vencedor apresentou a proposta de contraprestação anual de R$ 606.787.363,80, por 19 anos, valor menor do que o previsto no edital.