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05 de abril de 2012
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Entrevista

O Ministério do "Bafo no Cangote"

Ministra Miriam Belchior diz que 2012 será um marco no processo de recuperação da infraestrutura de transporte do Brasil e que exigirá transparência de todos os atores envolvidos no processo

Miriam Belchior é a segunda mulher mais importante da República a primeira, é óbvio, é a presidenta Dilma Rousseff. Titular do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, cabe a ela o papel de promover o planejamento participativo e a melhoria da gestão dos recursos públicos e da máquina administrativa, com foco no desenvolvimento sustentável e na inclusão social no Brasil. É sua responsabilidade, por exemplo, coordenar os processos de monitoramento, avaliação e revisão do Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal, definindo a metodologia, orientação e apoio técnico para a sua gestão. O ministério é ainda responsável por promover a articulação entre o governo e os diversos entes sociais, e monitorar os projetos considerados estratégicos.

A despeito de tanto poder e responsabilidade, a ministra, bem-humorada, costuma referir-se a sua pasta como o “Ministério do Bafo no Cangote”. Miriam Belchior explica que tem sido uma das suas grandes preocupações dar transparência à sociedade de tudo o que o governo federal vem fazendo, especialmente no que diz respeito à utilização dos recursos públicos nas obras de infraestrutura. Outra prioridade, como ela mesma define, é a de colocar no colo de cada um dos Ministérios e demais entes públicos e privados, as suas responsabilidades na execução dos projetos ligados ao desenvolvimento do País, cobrando de cada um a prestação de contas junto à opinião pública e a maior agilidade possível nas ações necessárias para que os investimentos se materializem. “É nesse sentido que eu costumo dizer que é função do Ministério do Planejamento ser um ”bafo no cangote” de cada um desses entes envolvidos nesse projeto de desenvolvimento nacional.

Para a Ministra do Planejamento, o ano de 2011 foi o mais importante para a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com “um aumento exponencial”, em relação a 2010, considerando o volume de desembolsos e a conclusão de projetos previstos no programa. Miriam Belchior afirma que os números credenciam o PAC como o grande plano de investimentos públicos que, ao mesmo tempo orienta, fomenta e induz investimentos privados no Brasil.

Otimista, ela afirma: “Em 2012, o Brasil será um dos poucos países que crescerá mais do que em 2011 e com taxas de inflação ainda menores. A perspectiva é de que cresçamos 4,5 ou 5%, com base na continuidade do mix de políticas fiscal e monetária aplicadas em 2011, que objetivam garantir nosso crescimento sustentável”, afirmou a ministra, durante o seminário InfraBrasil Expo & Summit, realizado em São Paulo, no início de fevereiro.