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10 de abril de 2014
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Aeroportos

No pior e no melhor dos mundos

O Aeroporto de Curitiba (PR) é o melhor do Brasil e o de Cuiabá (MT), o pior. Isso foi o que apontou uma pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) junto a 19,8 mil usuários do sistema nacional de aviação civil, de abril a junho do ano passado. O resultado da enquete faz parte do Relatório Geral dos Indicadores de Desempenho Operacional em Aeroportos divulgado pela Infraero em janeiro deste ano. Dos terminais avaliados, seis ficaram acima e nove abaixo da média, que foi de 3,79, para os serviços prestados nos 15 maiores aeroportos do Brasil.

Os entrevistados atribuíram notas de 1 a 5 para itens como preços dos serviços, disponibilidade de carrinhos para bagagem, tempo de espera nas filas, cordialidade e eficiência do atendimento, limpeza, informação de voo e restituição de bagagem. Com base em todos os resultados, a SAC calculou a média de cada terminal.

O aeroporto de Curitiba (PR) recebeu nota média de 4,21. Em segundo lugar está o Santos Dumont (RJ), com 4,08 e em terceiro o de Natal (RN), com nota 4,03. O pior resultado foi obtido pelo aeroporto de Cuiabá (MT), com nota 3,43. Em 14º está o de Manaus (AM) com 3,44 e em 13º o de Guarulhos (SP), que recebeu nota média 3,56.

Na pergunta sobre a satisfação geral, o melhor índice foi obtido pelo aeroporto de Natal, que ficou com 4,36. Em segundo lugar estão Viracopos (SP) e Congonhas (SP) com 4,13. A pior avaliação ficou, também, com o aeroporto de Cuiabá, avaliado com 3,39 no item satisfação geral.

Nos resultados gerais, atendimento e cordialidade dos funcionários no check-in e na inspeção de segurança receberam a melhor avaliação. Os preços em restaurantes, instalações para alimentação e estabelecimentos comerciais dos aeroportos foram os itens que apareceram com maior insatisfação.

Conforme a Secretaria da Aviação Civil, com os dados coletados, a SAC passa a exigir que cada aeroporto apresente um plano de gestão para melhorar o desempenho nos pontos que são alvo de mais críticas por parte dos passageiros. "Com os dados coletados dos usuários, nós passamos a exigir de cada aeroporto que apresente um plano de gestão para melhorar o desempenho exatamente naquilo que o cliente está reclamando", explica o ministro-chefe da SAC, Moreira Franco. "Nossa missão é atualizar a parâmetros do século 21 o funcionamento da aviação civil brasileira, construída em meados do século passado", completou.