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16 de maio de 2013
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Matéria de Capa - Porto Maravilha

Museu do Amanhã, uma viagem no tempo

Uma das “âncoras culturais” do Porto Maravilha é o Museu do Amanhã, com projeto do renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, cujas obras avançam no Pier Mauá. O projeto é resultado de uma ampla parceria, entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e Fundação Roberto Marinho, tendo o Banco Santander como Patrocinador Master e com apoio do Governo do Estado, por meio de sua Secretaria do Ambiente. Participa ainda do projeto o Governo Federal, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e da Secretaria dos Portos.

O espaço será dedicado às Ciências, mas terá formato diferente dos museus de História Natural ou de Ciências e Tecnologia já conhecidos. A ideia é criar um ambiente interativo de experiências que permitirá ao visitante vislumbrar possibilidades de futuro a partir de escolhas pessoais. O espaço vai explorar variedades do amanhã nos campos da matéria, da vida e do pensamento, além de debater questões como mudanças climáticas, crescimento e longevidade populacionais, integração global, aumento da diversidade de artefatos e diminuição da diversidade da natureza. Será um museu para que o homem possa trilhar o caminho do imaginário e realizar, de forma mais consciente e ética, suas escolhas para o futuro.

O museu está sendo construído no Píer Mauá. Serão cerca de 30 mil m², com jardins, espelhos d’água, ciclovia e área de lazer à sua volta. O prédio terá 15 mil m² e arquitetura sustentável. O projeto arquitetônico de Santiago Calatrava prevê a utilização de recursos naturais do local, como a água da Baía de Guanabara, que será utilizada na climatização do interior do Museu e reutilizada no espelho d´água. No telhado da construção, grandes estruturas de aço, que se movimentam como asas, servirão de base para placas de captação de energia solar. Com isso, o Museu do Amanhã vai buscar a certificação Leed (Liderança em Energia e Projeto Ambiental), concedida pelo Green Building Council (USGBC).

O projeto está orçado em R$ 215 milhões, dos quais R$ 65 milhões a serem investidos pelo Banco Santander, seu patrocinador master. A inauguração está prevista para 2014.

Natureza completa a arquitetura

Integra o conjunto arquitetônico um belvedere que coloca o visitante diante da Baía de Guanabara, ecossistema alterado diretamente pela ação humana. Nas duas rampas da saída, recursos de mídia exibem informações que promovem a saúde ambiental da Baía e buscam fazer do Rio um lugar de convívio mais relacional. Por fim, nos jardins, áreas florestadas recriam dois importantes ecossistemas do Rio de Janeiro: a mata atlântica e a restinga.