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23 de novembro de 2013
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Entrevista

Mais US$ 10 bilhões em investimentos

DER/SP implementa ambicioso programa de duplicação e manutenção nas rodovias do Estado, com ênfase na qualidade dos projetos

Entrevista com Clodoaldo Pelissioni, superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP).

Às vésperas de completar 80 anos, o Departamento de Estradas e Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP), ligado à Secretaria Estadual de Logística e Transportes, mantém viva sua importância na estratégia logística do Estado. O órgão é responsável pela gestão e manutenção de 15.600 km de rodovias que cortam São Paulo, com papel fundamental para a economia regional e estadual. Por isso, o programa de investimento do DER atinge uma cifra considerável: mais de R$ 10 bilhões a serem aplicados em duplicações, recapeamentos, manutenção de pistas, sinalização e outros serviços.

Além da busca por fontes de financiamento, o órgão visou o aperfeiçoamento dos processos de licitação, com ênfase na qualidade dos projetos, para garantir o máximo possível de qualidade nas obras e possível a execução dos contratos. Bom para o governo, que consegue assegurar as obras licitadas; e bom para as construtoras, que podem contar com a garantia do recebimento de contratos em dia. Nesta entrevista, o superintendente do DER/SP, Clodoaldo Pelissioni, fala sobre esse extenso programa de investimentos.

Revista Grandes Construções – Qual é o papel do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP), que liderou a construção da maior parte das rodovias estaduais no passado e que, após um período menos atuante, agora está à frente de um grande volume de investimentos em São Paulo?

Clodoaldo Pelissioni – O DER de São Paulo completa 80 anos, em 2 de julho do ano que vem. Se consideramos algumas poucas rodovias autopistas, como a dos Imigrantes, a Bandeirantes, a Dom Pedro I, a Santos Dumont, o Rodoanel e outras que foram construídas ou ampliadas pelas concessionárias, mediante contratos feitos no final da década de 1990 e nos anos 2000, o DER praticamente construiu todas as rodovias que o Estado possui. São Paulo tem uma das menores malhas federais do País. São apenas 1.000 km de rodovias federais. Tem a BR 116, que corta o Estado ao norte, a leste, no sentido São Paulo/Rio de Janeiro tem a Dutra; e para o sul, ligando São Paulo a Curitiba, tem a Régis Bittencourt. Tem ainda a rodovia Fernão Dias; a Transbrasiliana; a BR-153, além de um trecho da Litorânea, depois de Ubatuba. Tem uma rodovia federal no Vale do Paraíba, e o Contorno de Aparecida. Isso é a malha federal existente em São Paulo. Entretanto, o Estado gerencia uma malha de 22 mil km. Desse volume, 6.500 km estão sob concessão, constituindo 19 contratos feitos a partir de 1997/98.