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26 de agosto de 2013
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Aeroportos

A hora e a vez da aviação regional

Governo mineiro prevê investimentos de R$ 230 milhões na elaboração de estudos e projetos de engenharia para obras em nove aeroportos do estado, além da ampliação em mais 16 e construção de dois novos terminais

Está anunciado para as próximas semanas o lançamento do edital de licitação, pelo Banco do Brasil, do Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos, que prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos do país. Trinta e três a maioria da região Sudeste estão em Minas Gerais, numa tentativa do governo federal de não só mudar o cenário e melhorar e ampliar a oferta de transporte aéreo à população brasileira, mas, sobretudo, de reconstruir a aviação regional. Atualmente, de mais de 100 aeroportos em Minas Gerais, somente 11 têm voos regulares e especialista afirma que apesar de alguns desses locais terem infraestrutura, não atraem companhias aéreas por falta de incentivos e subsídios. O resultado é que a maioria está praticamente abandonado. Por outro lado, o governo estadual está tentando alavancar o setor e assegurou, para o biênio 2013-2014, investimento de R$ 230 milhões, que integra o Programa Aeroportuário de Minas Gerais (Proaero). No programa, estão previstos elaboração de estudos e projetos de engenharia para obras em nove aeroportos, além da ampliação e melhoramentos em mais 16 e construção de dois novos aeroportos.

Para o secretário de transportes e obras públicas de Minas, Carlos Melles, essas ações estão consolidando a posição do estado como o detentor do maior parque aeroviário do país. “São cerca de 100 aeroportos em condições de receber voos”, observa. Melles diz que a existência de aeroportos regionais, em boas condições, permitirá cada vez mais a expansão da  linha de aviação regional. “O fundamental é que esses aeroportos também sirvam como portal de atração de empresas. O transporte aeroviário é uma alternativa ao transporte rodoviário que pode trazer desenvolvimento para as diversas regiões do estado, por ser um transporte rápido e seguro”, ressaltou.

Porém, para o especialista em aviação José Ernani da Silva Assis, apesar de o setor de aviação ter evoluído positivamente nos últimos dez anos, o mesmo não ocorreu com a aviação regional. Ele observa que em muitas cidades mineiras, qualquer morador que queira fazer uma viagem internacional terá que pegar, primeiro, uma rota terrestre até Belo Horizonte – ou cidade em outro estado mais próximo – para conseguir chegar ao seu destino. “Mesmo com o Governo do Estado tendo uma grande visão e investindo em vários aeroportos, não podemos deixar de ver que vários deles estão às moscas. Estive em uma cidade do interior e resolvi conhecer o aeroporto de lá. Decepção porque lá estava um prédio novo, uma pista maravilhosa, mas tudo jogado às traças”, conta.