O Tempo
09/09/2026 08h00
O setor de concessões de rodovias viveu uma agenda bem movimentada nos últimos anos, com 25 leilões realizados - até o momento - durante o atual mandato do presidente.
Este número deverá chegar a 29, com mais quatro certames ainda neste ano, previstos pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio.
Com uma carteira de grandes projetos para executar e mais alguns para disputar, o setor de rodovias espera uma menor agenda de leilões de concessão após as eleições presidenciais de 2026, independente do presidente que sair das urnas em outubro.
Segundo Marco Aurélio de Barcelos, di
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O setor de concessões de rodovias viveu uma agenda bem movimentada nos últimos anos, com 25 leilões realizados - até o momento - durante o atual mandato do presidente.
Este número deverá chegar a 29, com mais quatro certames ainda neste ano, previstos pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio.
Com uma carteira de grandes projetos para executar e mais alguns para disputar, o setor de rodovias espera uma menor agenda de leilões de concessão após as eleições presidenciais de 2026, independente do presidente que sair das urnas em outubro.
Segundo Marco Aurélio de Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Rodoviárias (ABCR), os leilões vão continuar em 2027 e 2028, mas em menor número, porque “a onda está acontecendo agora”, apesar do governo federal dizer que tem cerca de 40 projetos em gestação.
A projeção do diretor da ANTT, inclusive, fará o Governo Lula fechar 2026 com a realização de sete leilões de rodovias ao todo, número abaixo da estimativa de 13 certames para o ano, divulgada anteriormente pelo Ministério dos Transportes.
A estimativa buscava alcançar o recorde do ano passado. Os 13 leilões de rodovias realizados em 2025 corresponderam pelo maior volume anual do setor em toda a história.
Barcelos ressalta que a nível federal, independente do comando da gestão, a política de leilões veio para ficar.
A visão de que o investimento em infraestrutura com capital público ou privado, lastreado na estratégia das concessões, já está calcificada como algo interessante e que deve ser preservado.
A ABCR projeta que os investimentos em rodovias devem somar cerca de R$ 400 bilhões em até dez anos.
Apesar do virtuoso ciclo de leilões e o aguardado ciclo de entregas, uma preocupação do setor é a de que os políticos, que se colocam como potenciais líderes nas eleições, certifiquem a sociedade de que compartilham a mesma “visão calcificada” sobre concessões - como uma política de estado - e não joguem contra os projetos, em movimentos para angariar votos, mas que possam colocar em risco a sustentabilidade das concessões.
O diretor-presidente da ABCR alerta que alguma guinada em relação à política de concessões tem de ser justificada à população com as informações adequadas.
Em tom relativamente otimista, o executivo aposta que os políticos terão a sensibilidade de criticar e rever contratos, mas justificativas para a sociedade.
“A política eleitoral é do candidato, e ele administra da melhor maneira possível. A política pública é do cidadão”, argumenta.
“Não dá para um novo político, seja qual for, para bons projetos, de longo prazo, que buscam a sustentação ao longo dos anos, que ele, por diletantismo, jogue fora, sem nenhuma prestação de contas, nenhuma deferência para com o cidadão, que é o dono da política pública”, completa.
08 de setembro 2026
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