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Setor de cimento defende investimentos em infraestrutura

Durante coletiva da Coalizão Indústria, presidente da ABCP apresentou um panorama detalhado dos desafios e perspectivas do setor

Assessoria de Imprensa

13/05/2026 13h18 | Atualizada em 13/05/2026 13h34


O presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Paulo Camillo Penna, apresentou nesta terça-feira (12) um panorama detalhado sobre os desafios e as perspectivas do setor cimenteiro durante coletiva de imprensa da Coalizão Indústria.

O evento reuniu lideranças dos principais segmentos produtivos do país para debater o cenário econômico nacional.

Em sua fala, Camillo destacou que a indústria do cimento atua em ciclos longos e que, após a construção de quase 40 novas fábricas entre 2006 e 2015, o setor opera com uma capacidade ociosa de quase 40%.

Atualmente, o Brasil consome 67 milhões de t

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O presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Paulo Camillo Penna, apresentou nesta terça-feira (12) um panorama detalhado sobre os desafios e as perspectivas do setor cimenteiro durante coletiva de imprensa da Coalizão Indústria.

O evento reuniu lideranças dos principais segmentos produtivos do país para debater o cenário econômico nacional.

Em sua fala, Camillo destacou que a indústria do cimento atua em ciclos longos e que, após a construção de quase 40 novas fábricas entre 2006 e 2015, o setor opera com uma capacidade ociosa de quase 40%.

Atualmente, o Brasil consome 67 milhões de toneladas de cimento, enquanto a capacidade instalada de produção é de 109 milhões de toneladas.

O executivo explicou que dois terços do cimento brasileiro são consumidos em sacos — o que reflete o consumo artesanal ou a autoconstrução.

Segundo ele, esse segmento vem apresentando desaceleração, impactado diretamente por altas taxas de juros e inadimplência elevada, que limitam a capacidade de consumo da população.

“Apesar desses desafios, a indústria segue direcionando novos investimentos para o aumento de eficiência, competitividade e, sobretudo, descarbonização do setor”, comentou.

Para alavancar investimentos sustentáveis, o executivo ressaltou a importância de instrumentos de incentivo, como a medida de depreciação acelerada, que vigorou até o final do ano passado.

“O setor tem grande expectativa pelo envio de uma nova proposta governamental ao Congresso Nacional para reativar esse importante estímulo”, disse.


Em coletiva, Camillo fez uma análise conjuntural da indústria do cimento


Após crescer 3,5% no ano passado, a projeção para o setor neste ano é de avançar apenas 1,8% — uma queda pela metade —, com expectativas ainda menores para o próximo ano.

Para a ABCP, os níveis atuais de financiamento e investimento são insuficientes diante das necessidades crônicas de infraestrutura do Brasil.

Para ilustrar a urgência, o presidente lembrou de gargalos severos existentes no país, onde apenas 12% das estradas são pavimentadas, o déficit habitacional atinge 5,7 milhões de moradias e menos de 50% das casas possuem acesso a esgoto tratado.

"O Brasil precisa de muito mais investimento, durante muito mais tempo, para suprir a demanda mínima da nossa população", concluiu o dirigente.

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