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SEP adiantará plano de investimentos

Webtranspo

21/06/2011 10h19 | Atualizada em 21/06/2011 13h45


O Brasil enfrenta sérios problemas na infraestrutura portuária nacional, isso não é nenhuma novidade; tendo em vista este cenário que perdura já há anos, o plano de investimento para os 15 maiores terminais brasileiros, que inicialmente estava previsto para março de 2012, deve ser divulgado no fim deste ano pela SEP (Secretaria Especial dos Portos).

Uma das razões que levou a este adiantamento é o prognóstico de que a movimentação em 2015 deve triplicar em relação ao volume de 384 milhões de toneladas obtidas no ano passado. “Trabalhamos no PNLP para dar um cenário de investimentos, para tornar possível o escoamento desta carga. Até o fim do ano teremos planos diretore

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O Brasil enfrenta sérios problemas na infraestrutura portuária nacional, isso não é nenhuma novidade; tendo em vista este cenário que perdura já há anos, o plano de investimento para os 15 maiores terminais brasileiros, que inicialmente estava previsto para março de 2012, deve ser divulgado no fim deste ano pela SEP (Secretaria Especial dos Portos).

Uma das razões que levou a este adiantamento é o prognóstico de que a movimentação em 2015 deve triplicar em relação ao volume de 384 milhões de toneladas obtidas no ano passado. “Trabalhamos no PNLP para dar um cenário de investimentos, para tornar possível o escoamento desta carga. Até o fim do ano teremos planos diretores desses portos”, avaliou Antônio Maurício Ferreira Neto, diretor de revitalização portuária da Secretaria de Portos.

O gargalo nos terminais brasileiros é tão expressivo que, em um recente artigo publicado pela NTC & Logística, o engenheiro João Luiz do Amaral revelou que o custo de movimentação de carga nos portos nacionais é, em média, 30% mais caro que nos complexos portuários mais competitivos do mundo.

Um dos exemplos citados por Amaral para exemplificar esta inoperância dos terminais nacionais está na média de movimentação de contêineres por hora, no porto do Rio de Janeiro, o guindaste movimenta nove por hora, em Santos 12, números bem menores que os alcançados em Buenos-Aires, 22, e Hamburgo, 28.

Carlos Alberto de Castro, diretor executivo da ABTL (Associação Brasileira de Terminais Líquidos) , analisando este déficit no segmento, aponta que os planos para o setor devem ser executados com velocidade para acompanhar o ritmo produtivo do País. “Se não fizermos nada, vai ter produção, mas não vamos escoar. Temos terminais para todos os tipos de cargas, mas precisamos de acessos rodoviários urgentes. O Plano Nacional de Dragagem foi excelente para o setor, mas ele só aprofundou os canais de acesso aos portos. É preciso, agora, dragar os berços para atracarmos navios maiores”, afirmou.

Para que o PNLP siga as necessidades da infraestrutura portuária brasileira, Meton Soares Júnior, vice-presidente da CNT na seção de transporte aquaviário, ferroviário e aéreo e também presidente da Fenavega (Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuário), pontua que é fundamental a participação das entidades que estão ligadas ao setor. “Nosso trabalho é importante porque muitas autoridades não têm conhecimento das dificuldades que enfrentamos”, avalia.

Além da participação no desenvolvimento do plano, os sindicatos estaduais da categoria pedem ações mais imediatas como agilidade nos serviços de dragagem e maior participação no Caps (Conselhos de Autoridades Portuárias).

 

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