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Por dentro do túnel submarino de 113 m de profundidade na China

Descubra como a tuneladora mantém a estabilidade sob o leito marinho nesta obra monumental através do Delta do Rio das Pérolas

The Times Of India

27/05/2026 13h05 | Atualizada em 27/05/2026 14h10


No centro da operação da construção de um túnel de 113 m na China está uma tuneladora (TBM) de grande porte, projetada especificamente para condições subaquáticas profundas.

Em teoria, seu papel é simples: escavar, estabilizar as paredes e permitir que o túnel se forme atrás dela nas obras da a linha ferroviária de alta velocidade Shenzhen–Jiangmen, ligando Shenzhen, Dongguan, Guangzhou, Zhongshan e Jiangmen.

Na prática, todavia, cada metro avançado requer ajuste constante.

A máquina funciona equilibrando a pressão com sistemas de lama circulante que ajudam a manter estável a fa

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No centro da operação da construção de um túnel de 113 m na China está uma tuneladora (TBM) de grande porte, projetada especificamente para condições subaquáticas profundas.

Em teoria, seu papel é simples: escavar, estabilizar as paredes e permitir que o túnel se forme atrás dela nas obras da a linha ferroviária de alta velocidade Shenzhen–Jiangmen, ligando Shenzhen, Dongguan, Guangzhou, Zhongshan e Jiangmen.

Na prática, todavia, cada metro avançado requer ajuste constante.

A máquina funciona equilibrando a pressão com sistemas de lama circulante que ajudam a manter estável a face do túnel.


A máquina funciona equilibrando a pressão com sistemas de lama circulante


Um sistema suporta a cabeça de corte, reduzindo a fricção à medida que avança, enquanto outro transporta o material escavado de volta à superfície para processamento.

É um ciclo contínuo, quase rítmico, mas sob condições de estresse extremo que mudam a cada alteração geológica.

Atrás da borda de corte, os trabalhadores instalam segmentos de concreto reforçado, formando uma estrutura em anel dentro do túnel, travando cada seção no respectivo lugar.

Trata-se de um processo repetitivo, mas cada anel depende da precisão do anterior.

Há pouco espaço para desvios quando a estrutura está sendo formada tão abaixo do leito marinho.

Em seu ponto mais profundo até agora, o túnel teria atingido cerca de 113 m abaixo do leito marinho, com expectativas de que possa ir um pouco mais longe conforme a construção prossiga.

Essa profundidade introduz um conjunto muito diferente de pressões de engenharia.

A pressão da água sozinha torna-se um fator importante, aumentando o risco de deformação ou instabilidade se não for cuidadosamente controlada.

Especialistas sugerem que trabalhar em tais níveis abaixo de um ambiente marinho tem menos a ver com velocidade e mais com a manutenção do equilíbrio.

Quanto mais profunda a escavação, mais sensível o sistema se torna a mudanças na composição do solo e na pressão externa.

O desempenho da máquina é monitorado constantemente, e mesmo pequenas flutuações podem exigir ajustes imediatos.

A rota passa por múltiplas camadas geológicas e zonas de falha, o que torna o progresso irregular.

Algumas seções permitem uma perfuração relativamente constante, enquanto outras retardam o processo significativamente.

Não é uma linha reta de avanço, mas uma negociação cuidadosa com o próprio terreno.

Corredor – O túnel forma uma seção fundamental da linha ferroviária de alta velocidade Shenzhen–Jiangmen, que deve se estender por cerca de 116 km quando concluída.

Com inauguração prevista para 2028, a rota foi projetada para encurtar os tempos de viagem em uma das regiões economicamente mais ativas da China, conectando centros de manufatura, cidades costeiras e grandes centros de transporte.

Uma vez operacional, espera-se que a viagem entre as duas cidades leve menos de uma hora.


Rota foi projetada para encurtar os tempos de viagem em uma das regiões economicamente mais ativas da China


Só isso deve mudar os padrões de deslocamento e as viagens de negócios através do Delta do Rio das Pérolas.

A linha ferroviária também está sendo desenvolvida como parte de um corredor de transporte costeiro maior, ligando-se a uma rede de alta velocidade já extensa em todo o país.

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