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Mercado Aberto: Indústria enfrenta gargalo na importação de máquinas

Folha de São Paulo

21/06/2010 14h54 | Atualizada em 21/06/2010 17h56


Com a retomada da produção industrial, empresas brasileiras enfrentam longa fila de espera para receber máquinas importadas.

O atraso na entrega de modelos de maior porte do setor de usinagem e ferramentaria, como os usados na fabricação de autopeças e eletroeletrônicos, chega a 120 dias.

"Os importadores estão com os estoques quase zerados desses equipamentos", diz Thomas Lee, presidente da Abimei (associação de importadores de máquinas).

A demora pode protelar o aumento da capacidade produtiva da indústria, diz Lee.

A empresa De Carlo, de usinagem para indústria automotiva, realizou uma encomenda de um torno vertical e terá de aguardar 60 dias para receber a máquina.

"Os importadores não fizeram

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Com a retomada da produção industrial, empresas brasileiras enfrentam longa fila de espera para receber máquinas importadas.

O atraso na entrega de modelos de maior porte do setor de usinagem e ferramentaria, como os usados na fabricação de autopeças e eletroeletrônicos, chega a 120 dias.

"Os importadores estão com os estoques quase zerados desses equipamentos", diz Thomas Lee, presidente da Abimei (associação de importadores de máquinas).

A demora pode protelar o aumento da capacidade produtiva da indústria, diz Lee.

A empresa De Carlo, de usinagem para indústria automotiva, realizou uma encomenda de um torno vertical e terá de aguardar 60 dias para receber a máquina.

"Os importadores não fizeram estoques. Precisamos das máquinas para reagir à crise e responder ao aumento da demanda", afirma José Ramos De Carlo, presidente da empresa.

Do outro lado, os importadores alegam que também estão sendo prejudicados pela falta de produtos.

"Temos muitos pedidos em carteira, mas não conseguimos atender nossos clientes", afirma Wilson Borgneth, diretor do Grupo Bener.

De acordo com o executivo, os seus fornecedores de Taiwan e Coreia do Sul não conseguem entregar as máquinas no prazo. Eles dependem de um equipamento, o CNC (comando numérico computadorizado), fabricado no Japão e na Alemanha.

"Por causa da crise em 2008 e 2009, essas companhias desativaram algumas unidades e não estão conseguindo recuperar a produção. Isso está tendo reflexo no Brasil", explica Borgneth.

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