Agência iNFRA
26/05/2026 11h26
O segundo leilão rodoviário do ano será disputado por três grupos. As propostas recebidas nesta segunda-feira (25) para a concessão da Rota dos Sertões, corredor entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro (PE), incluem investidores já ligados ao setor até grupos que ainda não operam concessões rodoviárias. O certame está marcado para esta quinta-feira (28), na B3.
Uma das propostas foi apresentada pelo Consórcio 116 Sertões, formado pela NEO Invest, Mota-Engil e Infra I Fundo de Investimento, estrutura pela qual a Odebrecht oficializa seu retorno às disputas por leilões federais de rodovias.
A Mota-Engil, parcei
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O segundo leilão rodoviário do ano será disputado por três grupos. As propostas recebidas nesta segunda-feira (25) para a concessão da Rota dos Sertões, corredor entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro (PE), incluem investidores já ligados ao setor até grupos que ainda não operam concessões rodoviárias. O certame está marcado para esta quinta-feira (28), na B3.
Uma das propostas foi apresentada pelo Consórcio 116 Sertões, formado pela NEO Invest, Mota-Engil e Infra I Fundo de Investimento, estrutura pela qual a Odebrecht oficializa seu retorno às disputas por leilões federais de rodovias.
A Mota-Engil, parceira no consórcio, é a empresa vencedora da concessão do túnel Santos-Guarujá. A companhia portuguesa tem participação acionária da CCCC (China Communications Construction Company), grupo chinês de infraestrutura.
O movimento marca a tentativa de a Odebrecht retomar o setor após vender seus ativos rodoviários nos desdobramentos da Operação Lava Jato.
Antes da reestruturação, a empresa operava concessões rodoviárias em Pernambuco, Bahia e Mato Grosso. No ano passado, ela ensaiou disputar a PPP do túnel seco, mas acabou não entrando no leilão.
Outro concorrente para o leilão de quinta é o consórcio Atlas Rodovias, composto pelo Infra Brasil Fundo de Investimento e pela Yvy Capital, gestora fundada em 2023 pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes e pelo ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Gustavo Montezano. O grupo também conta com a Houer, empresa que atua na estruturação e gestão de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas).
A terceira proposta foi apresentada pelo consórcio Via dos Sertões, formado pelos grupos Aspen e DMDL. As duas empresas atuam nos segmentos de engenharia e infraestrutura, mas ainda não administram concessões rodoviárias. A Aspen tem operações em áreas como engenharia civil, locação de máquinas pesadas e comercialização de insumos, enquanto a DMDL atua em engenharia, arquitetura e gestão de infraestrutura.
Projeto - A concessão da Rota dos Sertões abrange 502 quilômetros de extensão. O projeto inclui cerca de 429 milhas da BR-116 na Bahia, outros 66 milhas em Pernambuco e um trecho de 7,2 milhas da BR-324, também na Bahia, que integra o anel viário de Feira de Santana.
O contrato terá duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 4,3 bilhões em investimentos para recuperação de pavimento, ampliação de capacidade e modernização operacional.
Entre as principais obras previstas estão 108 quilômetros de duplicações, implantação de faixas adicionais, passarelas, pontos de parada e descanso, além de um contorno viário no trecho urbano de Serrinha (BA). O vencedor também ficará responsável pelos serviços de operação, manutenção e recuperação da rodovia.
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