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10/04/2012 15h15 | Atualizada em 10/04/2012 18h15
O investimento da iniciativa privada nas ferrovias brasileiras aumentou 56% em 2011. É o que mostra o balanço anual da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), divulgado nesta segunda-feira, 9. De acordo com o estudo, as concessionárias investiram mais de R$ 4,6 bilhões no setor ao longo do ano passado, enquanto a União gastou R$ 143 milhões no mesmo período.
O dinheiro foi aplicado na aquisição e reforma de locomotivas e vagões, recuperação da malha, adoção de novas tecnologias, qualificação profissional e no aumento da segurança nas operações ferroviárias.
Para 2012, o investimento privado deve ser ainda maior. Estima-se que, aproximadamente, R$ 5,3 bilhões sejam investidos apenas pelas concessionári
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O investimento da iniciativa privada nas ferrovias brasileiras aumentou 56% em 2011. É o que mostra o balanço anual da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), divulgado nesta segunda-feira, 9. De acordo com o estudo, as concessionárias investiram mais de R$ 4,6 bilhões no setor ao longo do ano passado, enquanto a União gastou R$ 143 milhões no mesmo período.
O dinheiro foi aplicado na aquisição e reforma de locomotivas e vagões, recuperação da malha, adoção de novas tecnologias, qualificação profissional e no aumento da segurança nas operações ferroviárias.
Para 2012, o investimento privado deve ser ainda maior. Estima-se que, aproximadamente, R$ 5,3 bilhões sejam investidos apenas pelas concessionárias.
Os números da entidade mostram, ainda, que a iniciativa privada já investiu R$ 28,58 bilhões no setor ferroviário desde 1997, quando houve a privatização da maior parte da malha ferroviária brasileira. No mesmo período, o governo aplicou apenas R$ 1,39 bilhão no segmento.
“As obras do governo são lentas, burocráticas e não surtiram o efeito que poderiam. Se não fossem as concessionárias, não conseguiríamos manter o índice adequado de crescimento que o país precisa”, afirma Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da ANTF.
O balanço mostra, também, que o setor ferroviário movimentou 475,1 milhões de toneladas em 2011, contra 470,1 milhões no ano anterior. Para 2012, a expectativa é que este índice aumente para 522 milhões de toneladas. Desde 1997, o movimento de cargas por meio da malha ferroviária brasileira cresceu 87,6%.
“São números expressivos, muito impactantes, até porque a malha pouco cresceu nesses 15 anos. Na ideia de revitalização da malha existente, quase nada foi feito pelo poder público. As obras anunciadas em 2003 ainda não surtiram o efeito imaginado”, diz Vilaça.
09 de janeiro 2020
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