Assessoria de Imprensa
11/09/2026 08h00
Em um cenário de estiagens prolongadas, chuvas intensas e eventos climáticos extremos, a preservação da água passa também pela qualidade da infraestrutura responsável por transportá-la, armazená-la e distribuí-la.
Reduzir perdas, ampliar a vida útil das redes e diminuir intervenções são medidas que se tornaram parte da agenda de segurança hídrica e de adaptação das cidades às mudanças climáticas.
Nesse contexto, a indústria de materiais para saneamento tem papel direto na construção de sistemas mais resilientes.
A escolha de produtos adequados
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Em um cenário de estiagens prolongadas, chuvas intensas e eventos climáticos extremos, a preservação da água passa também pela qualidade da infraestrutura responsável por transportá-la, armazená-la e distribuí-la.
Reduzir perdas, ampliar a vida útil das redes e diminuir intervenções são medidas que se tornaram parte da agenda de segurança hídrica e de adaptação das cidades às mudanças climáticas.
Nesse contexto, a indústria de materiais para saneamento tem papel direto na construção de sistemas mais resilientes.
A escolha de produtos adequados e conformes, associada à correta especificação, instalação e manutenção, contribui para redes mais estanques e confiáveis, capazes de suportar condições operacionais adversas.
“A sustentabilidade da infraestrutura precisa considerar o que acontece ao longo de sua vida útil. Um material mais durável pode significar menos substituições, intervenções e consumo de recursos por décadas. No saneamento, qualidade e durabilidade têm impacto econômico, ambiental e social”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Associação Brasileira de Materiais para Saneamento
(ASFAMAS).
Falhas na infraestrutura podem gerar consequências que vão além do custo de reparo.
Vazamentos representam água tratada que não chega ao consumidor e maior demanda por captação, enquanto produtos inadequados ou fora de especificação podem reduzir a vida útil dos sistemas e ampliar a necessidade de obras e manutenção.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) atua na promoção da qualidade e da normalização do setor.
A entidade mantém 7 dos 21 Programas Setoriais da Qualidade (PSQs) do PBQP-H, com índice médio de conformidade de aproximadamente 85%.
Desde 2015, também é responsável pela gestão da secretaria do Comitê Brasileiro de Componentes de Sistemas Hidráulicos Prediais da ABNT (ABNT/CB-178), em acordo de cooperação com a ABNT.
O comitê participa da elaboração e revisão de normas para diferentes componentes dos sistemas hidráulicos e reúne atualmente 62 normas técnicas que orientam a qualidade dos materiais usados nas edificações e na infraestrutura brasileiras.
A inovação complementa esse esforço. Entre as soluções disponíveis estão tubulações termoplásticas para drenagem, câmaras subterrâneas modulares para retenção e armazenamento de águas pluviais e tecnologias de reabilitação de redes que permitem reconstruções por dentro, sem abrir valas, reduzindo intervenções, custos e impactos urbanos.
“A resiliência começa pela infraestrutura que já existe. Quanto mais confiável, estanque e durável for uma rede, menor a exposição a perdas e falhas durante eventos extremos. A indústria pode contribuir com materiais, tecnologia e conhecimento técnico para preparar o saneamento para esse novo cenário climático”, destaca Silveira.
“Assim, eficiência hídrica também é uma questão de infraestrutura. Combater perdas, prolongar a vida útil dos sistemas e adotar soluções mais resilientes significa preservar água, reduzir custos e aumentar a confiabilidade dos serviços”, conclui.
10 de setembro 2026
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