Assessoria de Imprensa
22/04/2026 15h11
O cenário para a construção civil em abril de 2026 tem sido marcado por uma dualidade entre crescimento resiliente do mercado interno e riscos inflacionários externos.
A continuidade dos conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã gerou um "choque energético", elevando o preço do petróleo e do diesel.
Isso pressiona diretamente os custos de frete e de insumos derivados, como asfalto e tintas.
A análise integra o “Boletim da Construção” de abril, publicado pelo Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic), da Federação das Indú
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O cenário para a construção civil em abril de 2026 tem sido marcado por uma dualidade entre crescimento resiliente do mercado interno e riscos inflacionários externos.
A continuidade dos conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã gerou um "choque energético", elevando o preço do petróleo e do diesel.
Isso pressiona diretamente os custos de frete e de insumos derivados, como asfalto e tintas.
A análise integra o “Boletim da Construção” de abril, publicado pelo Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
Segundo o levantamento, o custo total da construção (SINAPI) acumulou alta de 6,7% em 12 meses, com a mão de obra subindo 9,9% e os materiais, 4,4%.
O emprego formal demonstrou forte resiliência, atingindo a marca de 3 milhões de trabalhadores no Brasil em fevereiro, alta de 3% em um ano.
A expectativa de atividade nacional permanece estável e em nível elevado de confiança (51,3 pontos), embora o estado de São Paulo tenha retornado ao nível de pessimismo (43,8 pontos).
Há sinais de arrefecimento no consumo de materiais básicos.
O consumo aparente de cimento apresentou viés negativo em fevereiro (-0,3%), enquanto o de aço longo manteve trajetória de queda, reduzindo 3,1% no período de um ano.
O destaque positivo é o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que atingiu recordes históricos com a expansão de 38,5% nos lançamentos e de 12,1% nas vendas em 12 meses.
Em contraste, o mercado total de lançamentos residenciais teve uma leve queda de 1% em dezembro.
Em termos de financiamento e investimentos, as operações com recursos do FGTS para novos imóveis cresceram 19,8% no ano.
O financiamento via SBPE (poupança) continua prejudicado pelos juros elevados, registrando queda de quase 20% em 12 meses.
O Investimento do Governo Central em obras e instalações caiu 2,1% no acumulado de um ano, apesar de um leve crescimento no investimento total.
Já o preço dos imóveis (IGMI-R) acelerou 19,7% no período de um ano, crescendo em ritmo significativamente superior aos custos de construção (INCC-DI), que subiram 5,7% no mesmo intervalo.
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