g1
12/01/2026 11h25
O agronegócio brasileiro comemorou a aprovação da União Europeia para a assinatura do acordo comercial com o Mercosul, no dia 9 de janeiro.
O tratado deve ser assinado no próximo dia 17 e dará origem à maior zona de livre comércio do mundo.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa produtores de ovos e das carnes de frango e de porco, disse que o anúncio representa "um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais".
A entidade afirmou
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O agronegócio brasileiro comemorou a aprovação da União Europeia para a assinatura do acordo comercial com o Mercosul, no dia 9 de janeiro.
O tratado deve ser assinado no próximo dia 17 e dará origem à maior zona de livre comércio do mundo.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa produtores de ovos e das carnes de frango e de porco, disse que o anúncio representa "um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais".
A entidade afirmou ainda que a concretização do acordo reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, "com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva".
O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, deve ser um grande beneficiário do acordo. O bloco europeu já é o segundo maior cliente do agro brasileiro, atrás da China e à frente dos Estados Unidos.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) concordou que a aprovação é um avanço importante, "após mais de duas décadas de discussões e ajustes".
O presidente da entidade, Tirso Meirelles, declarou que o tarifaço, imposto por Trump no ano passado, reforçou a importância de acordos bilaterais que ampliem o alcance do comércio internacional brasileiro.
Apesar de as exportações brasileiras de soja em grão, farelo de soja e milho não enfrentarem barreiras tarifárias na UE, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o setor também será beneficiado.
"O acordo poderá proporcionar maior previsibilidade aos exportadores, reduzir custos e ampliar a priorização dos produtos brasileiros, reforçando a competitividade do país nesses mercados", disse em nota.
Em relação ao café, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, disse ao Jornal Nacional que o acordo pode tornar o café solúvel mais competitivo na Europa.
Isso porque, atualmente, o país é prejudicado pela concorrência vietnamita, que já tem acordo comercial com o bloco para tarifa zero neste produto.
O acordo UE-Mercosul prevê que as tarifas do café solúvel e torrado e moído zerem em 4 anos.
"As previsões iniciais são de que a gente pode crescer até 35% nos próximos anos", afirmou.
Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a relação com a agropecuária criará oportunidades para o Mercosul, ampliando os negócios.
Além disso, ele pontuou que as salvaguardas ainda podem ser debatidas durante processos de negociação e que elas são recíprocas.
As salvaguardas são proteções para agricultores europeus aprovadas pelos parlamentares europeus em dezembro. Elas preveem que os benefícios tarifários do Mercosul no acordo podem ser suspensos temporariamente, caso a UE entenda que isso esteja prejudicando algum setor do agro local.
Na época, a medida gerou insatisfação no agro brasileiro. A diretora de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Sueme Mori, explicou que elas podem limitar as exportações brasileiras para o mercado europeu, o que é contraditório, em um momento em que se espera assinar um acordo de livre comércio.
Em dezembro, quando a acordo já estava em próximo de ser aprovado na UE, Mori, da CNA, disse que o acordo em si eleva o nível da relação entre os parceiros comerciais e faz com que o Mercosul passe a ser um parceiro preferencial da UE.
O comentário foi feito em relação à criação de cotas com impostos reduzidos para a carne bovina que, apesar de ser considerada pequena pela diretora, traz vantagens.
Pelo tratado, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai poderão exportar, juntos, até 99 mil toneladas por ano, com uma tarifa inicial de 7,5%.
07 de janeiro 2026
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