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Custos da construção sobem quase 7% e movimentam crediário

Com 80,9% das famílias brasileiras endividadas no cartão de crédito, recorde histórico segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), consumidores que planejam reformas migram para o crediário no ponto de venda

Assessoria de Imprensa

22/06/2026 14h26 | Atualizada em 24/06/2026 15h59


O Brasil registrou, em maio de 2026, o maior índice de custo da construção civil desde 2022.

O INCC-M acumula alta de 6,82% nos últimos 12 meses, impulsionado pela pressão de mão de obra e pelo aumento de materiais provocado pelo conflito no Oriente Médio. Insumos como PVC, cimento e vergalhão registraram reajustes de 35%, 15% e 13%, respectivamente, segundo a FGV/Ibre.

O custo nacional do metro quadrado atingiu R$ 1.946,09 em abril de 2026, com R$ 1.098,80 referentes apenas a materiais, segundo o SINAPI/IBGE, com acúmulo de 7,01% em 12 meses, a maior pressão desde 2022.

Apesar da alta dos custos, a demanda por reformas segue em alta. Leva

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O Brasil registrou, em maio de 2026, o maior índice de custo da construção civil desde 2022.

O INCC-M acumula alta de 6,82% nos últimos 12 meses, impulsionado pela pressão de mão de obra e pelo aumento de materiais provocado pelo conflito no Oriente Médio. Insumos como PVC, cimento e vergalhão registraram reajustes de 35%, 15% e 13%, respectivamente, segundo a FGV/Ibre.

O custo nacional do metro quadrado atingiu R$ 1.946,09 em abril de 2026, com R$ 1.098,80 referentes apenas a materiais, segundo o SINAPI/IBGE, com acúmulo de 7,01% em 12 meses, a maior pressão desde 2022.

Apesar da alta dos custos, a demanda por reformas segue em alta. Levantamento da Juntos Somos Mais - joint venture da Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre - apontou que 33,2% dos brasileiros planejavam realizar obras ou reformas em 2025, com o cartão de crédito parcelado liderando as formas de pagamento de materiais, à frente do PIX.

Em 2026, porém, o acesso ao cartão ficou mais restrito: segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 80,9% das famílias brasileiras acumulavam alguma dívida em abril, recorde histórico da série, e o cartão de crédito estava presente em 85% dos casos.

Com o limite comprometido, parte dos consumidores que precisam reformar migrou para o crediário no ponto de venda e a Top One Financeira registrou crescimento de 20% nas operações para materiais de construção em 2026 frente ao mesmo período de 2025.

“O custo da obra subiu, o cartão já está comprometido e a renda não cresceu na mesma proporção. O crediário entra nesse contexto não como solução de última instância, mas como alternativa planejada: parcela fixa, prazo definido, sem depender do limite do cartão. A decisão de consumo migra do valor total da obra para o valor da parcela mensal”, explica Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira, que atua em mais de 3 mil pontos de venda no país e já analisou mais de R$ 3 bilhões em solicitações de crédito

Para o varejo de materiais de construção, oferecer crediário no ponto de venda é também uma proteção contra a inadimplência. A aprovação considera renda disponível, histórico de pagamento e nível de endividamento do consumidor, critérios que reduzem o risco para o lojista e garantem que o crédito concedido seja compatível com a capacidade real de pagamento.

Em um ambiente de juros elevados e custo do dinheiro pressionado, essa seletividade é o que diferencia o crescimento saudável do crediário da expansão indiscriminada de crédito.

“Quando o preço dos insumos sobe de forma abrupta, o consumidor não abandona a reforma, ele busca uma forma diferente de financiá-la. O crescimento que observamos em 2026 reflete exatamente essa migração: o crediário permite parcelar diretamente no ponto de venda, com análise criteriosa e sem a variabilidade dos juros rotativos do cartão”, conclui Vanderley.

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