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Agência Estado
16/07/2010 13h23 | Atualizada em 16/07/2010 16h23
SÃO PAULO - Após oito meses de negociações, a fabricante brasileira de máquinas Romi desistiu de adquirir a americana Hardinge e encerrou sua oferta hostil. Mesmo depois de ter prorrogado o prazo da oferta por duas vezes, a empresa não conseguiu a adesão de dois terços dos acionistas - parcela necessária para que o controle da companhia americana passasse às mãos da Romi.
O mercado reagiu à decisão. As ações da Hardinge fecharam ontem em US$ 8,14, uma queda de 10,15% no dia, enquanto o índice Nasdaq caiu 0,03%. A proposta da Romi, que acabou não sendo aceita pela maioria, era de US$ 10 por ação. A empresa brasileira estava disposta a pagar US$ 116 milhões pela companhia americana.
Até quarta-feira, quando o prazo da ofert
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SÃO PAULO - Após oito meses de negociações, a fabricante brasileira de máquinas Romi desistiu de adquirir a americana Hardinge e encerrou sua oferta hostil. Mesmo depois de ter prorrogado o prazo da oferta por duas vezes, a empresa não conseguiu a adesão de dois terços dos acionistas - parcela necessária para que o controle da companhia americana passasse às mãos da Romi.
O mercado reagiu à decisão. As ações da Hardinge fecharam ontem em US$ 8,14, uma queda de 10,15% no dia, enquanto o índice Nasdaq caiu 0,03%. A proposta da Romi, que acabou não sendo aceita pela maioria, era de US$ 10 por ação. A empresa brasileira estava disposta a pagar US$ 116 milhões pela companhia americana.
Até quarta-feira, quando o prazo da oferta terminou, os detentores de 5,7 milhões de ações (de um total de 11 milhões) tinham aderido à proposta. Isso representa 49,3% do total: é mais da metade dos papéis negociados em bolsa, mas não chega aos 66% necessários para o sucesso da oferta hostil.
Para o presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos, uma das maiores barreiras encontradas durante a negociação foi justamente a composição acionária da Hardinge, que é muito diluída. ?É difícil atingir o pequeno investidor com informação. E o acionista mais importante não vê sentido em negociar algo que, para ele, é irrelevante?, diz. Ele garante que foi possível tirar algum proveito desse processo desgastante. ?Esse projeto teve um fator positivo, que foi expor a gente ao mundo.? Desde o anúncio da oferta pela Hardinge, o executivo diz que a empresa se tornou referência em aquisição no setor e recebeu propostas do mundo inteiro. ?Agora, estamos analisando essas possibilidades para seguir com a expansão.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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