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Brasil avança pouco no setor hidroviário

Investimentos cresceram, mas modal ainda não decolou

webtranspo

09/04/2012 15h21


O Brasil precisa avançar na questão hidroviária, porém segundo Adão Proença, diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o País ainda está longe de conseguir isso. “Em 2012, os recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as hidrovias são pequenos, na ordem de R$ 1,9 bilhão. Não existem projetos prontos para serem executados. O setor esteve praticamente abandonado nos últimos anos”, afirmou.

Proença esteve presente no II Seminário Brasil – Bélgica sobre Hidrovias, que aconteceu na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte), e afirmou que a entidade, a qual representa, está empenhada em impulsionar o setor, “cujo planejamento é direcionado

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O Brasil precisa avançar na questão hidroviária, porém segundo Adão Proença, diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o País ainda está longe de conseguir isso. “Em 2012, os recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as hidrovias são pequenos, na ordem de R$ 1,9 bilhão. Não existem projetos prontos para serem executados. O setor esteve praticamente abandonado nos últimos anos”, afirmou.

Proença esteve presente no II Seminário Brasil – Bélgica sobre Hidrovias, que aconteceu na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte), e afirmou que a entidade, a qual representa, está empenhada em impulsionar o setor, “cujo planejamento é direcionado para dar mais competitividade e melhores condições aos produtores para escoarem a sua produção”. O Dnit já realizou alguns trabalhos no sentido de alavancar o modal, dentre esses estão, por exemplo, dragagem, construção e ampliação de terminais de carga, bem como sinalização.

Marcelo Perrupato e Silva, Secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, acredita que o pouco avanço da movimentação de mercadorias, pelas bacias hidrográficas brasileiras, é resultado das crises externas que o Brasil sofreu ao longo dos anos 1980, “um período de contração de investimentos e que afetou diretamente o setor de transporte”.

Contudo, Perrupato afirma que os investimentos foram retomados, pelo governo federal, com a recuperação da economia brasileira. “Estamos atingindo novos patamares de orçamento no ministério”, ressaltou. Entre 2010 e o ano passado, o setor hidroviário recebeu uma injeção de R$ 31,5 bilhões. Há dez anos, este montante era de R$ 6,1 bilhões.

Apesar deste aumento, a ineficácia do transporte hidroviário brasileiro pode ser verificada quando comparado aos EUA. O número de rios americanos navegáveis é menor do que os do Brasil, no entanto, por lá, o volume movimentado por este setor é seis vezes maior. “Se nada for feito até 2020, apenas dois portos nacionais terão condições de se manter. Todos os outros precisam ser melhorados, modernizados e ampliados”, alertou Perrupato.

 

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