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07/04/2026 15h43 | Atualizada em 08/04/2026 15h01
O avanço da industrialização do agronegócio brasileiro ganhou um novo capítulo relevante com a aprovação de um financiamento de R$ 1 bilhão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a implantação de uma usina de etanol de milho em Mato Grosso.
O projeto, que será desenvolvido pela RRP Energia, empresa do Grupo Piccini, reforça o protagonismo do estado na produção de biocombustíveis e evidencia a crescente valorização do milho dentro da cadeia energética nacional.
A iniciativa, localizada no município de Tapurah, no Médio-Norte mato-grossense, foi
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O avanço da industrialização do agronegócio brasileiro ganhou um novo capítulo relevante com a aprovação de um financiamento de R$ 1 bilhão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a implantação de uma usina de etanol de milho em Mato Grosso.
O projeto, que será desenvolvido pela RRP Energia, empresa do Grupo Piccini, reforça o protagonismo do estado na produção de biocombustíveis e evidencia a crescente valorização do milho dentro da cadeia energética nacional.
A iniciativa, localizada no município de Tapurah, no Médio-Norte mato-grossense, foi estruturada com recursos do Fundo Clima e da linha BNDES Finem, representando 62,2% do total investido no empreendimento, estimado em cerca de R$ 1,6 bilhão.
O restante será complementado com capital próprio e outras fontes, consolidando um dos maiores investimentos recentes no setor.
Produção em larga escala e diversificação do milho - A nova usina nasce com números robustos e posiciona Mato Grosso ainda mais como referência nacional no etanol de milho.
A planta terá capacidade para produzir até 459 milhões de litros de etanol hidratado ou 452 milhões de litros de etanol anidro por ano, além de subprodutos estratégicos para a cadeia pecuária e energética .
Entre os destaques da produção estão: Processamento superior a 1 milhão de toneladas de milho por ano; produção de até 358 mil toneladas de DDGS (farelo proteico para ração animal); geração de WDGS (subproduto úmido para nutrição animal); e, produção de aproximadamente 22 mil toneladas de óleo de milho.
Esse modelo industrial fortalece o conceito de economia circular no agro, transformando grãos em energia e insumos para a pecuária, especialmente em regiões com forte presença de confinamentos, suinocultura e avicultura.
Energia própria e eficiência operacional - Outro ponto estratégico do projeto é a autonomia energética. A usina contará com uma central termelétrica integrada, com capacidade de geração de até 27 MW, suficiente para atender com folga o consumo da planta, estimado em cerca de 16,9 MW em operação plena .
Essa estrutura garante maior eficiência operacional, reduz custos e fortalece o caráter sustentável da produção, alinhando o empreendimento às políticas de transição energética e descarbonização.
Usina de etanol de milho: Geração de empregos e impacto regional - Além do impacto industrial, o projeto da gigante do etanol de milho também se destaca pelo potencial de geração de empregos e desenvolvimento regional.
Durante a fase de implantação, estão previstos: 1.105 empregos, sendo 1.005 diretos e 100 indiretos. Após a conclusão das obras, a operação da usina deverá manter: 305 empregos permanentes, entre diretos e indiretos
A localização estratégica, às margens da MT-010 e próxima à BR-163 - principal corredor logístico do estado - favorece o escoamento da produção e o acesso a matérias-primas, além de integrar a indústria com importantes polos produtivos do agronegócio.
Entrada do Grupo Piccini nos biocombustíveis - Tradicional no agronegócio, o Grupo Piccini, com mais de quatro décadas de atuação, amplia sua presença ao ingressar no setor de biocombustíveis com a RRP Energia.
A empresa já atua em áreas como produção agrícola, máquinas, logística e distribuição de combustíveis, e agora aposta na industrialização do milho como vetor de crescimento. O movimento é visto como estratégico dentro do agro brasileiro, agregando valor à produção primária e criando novas fontes de receita para a cadeia produtiva.
Etanol de milho ganha força no Brasil - O investimento do BNDES reforça uma tendência crescente: o avanço do etanol de milho como alternativa complementar ao etanol de cana-de-açúcar. O modelo tem ganhado força especialmente no Centro-Oeste, onde há grande disponibilidade de milho safrinha.
Com esse investimento bilionário, Mato Grosso reforça sua posição como epicentro da transformação do milho em energia, proteína e renda. Mais do que uma usina, o projeto simboliza um novo momento do agro brasileiro: menos dependente da exportação de commodities in natura e mais focado na agregação de valor dentro da porteira.
O avanço do etanol de milho mostra que o Brasil não apenas produz em escala, mas também industrializa, diversifica e lidera a transição para uma economia mais sustentável, com o agro no centro dessa transformação.
08 de abril 2026
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