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Baixa produtividade e falhas tecnológicas são os principais gargalos na construção

Hub de inovação em construção digital (hubIC) surge como alternativa para melhoria de cenário apontado pela McKinsey Global Institute

Assessoria de Imprensa

05/08/2021 11h00 | Atualizada em 05/08/2021 13h43


A construção civil tem se caracterizado pela baixa produtividade nos últimos anos - estando muito atrás do setor de manufatura e da economia como um todo. A boa notícia é que o ponto de inflexão parece ter chegado graças à digitalização.

As informações são de um estudo feito pela McKinsey que avaliou 100 megaprojetos no país para identificar os gargalos que impedem a construção civil brasileira de alcançar níveis de produtividade semelhantes aos de países mais desenvolvidos.

De acordo com o levantamento, 80% deles tiveram aumento de custo e atrasos de quase 20 meses no cronograma de entrega da obra.

Segundo Kevin Nobels, um dos responsáveis pela pesquisa, o aumento de produtividade na construção civil brasileira tem potencial para melhorar 50%, desde que adotadas boas práticas, novos conceitos e que se invista em tecnologia.

As medidas sugeridas para reverter esse cenário são reforma das regras e aumento na transparência, reforço no quadro contratual, melhoria nos processos de design e engenharia, melhoria na aquisição e gerenciamen

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A construção civil tem se caracterizado pela baixa produtividade nos últimos anos - estando muito atrás do setor de manufatura e da economia como um todo. A boa notícia é que o ponto de inflexão parece ter chegado graças à digitalização.

As informações são de um estudo feito pela McKinsey que avaliou 100 megaprojetos no país para identificar os gargalos que impedem a construção civil brasileira de alcançar níveis de produtividade semelhantes aos de países mais desenvolvidos.

De acordo com o levantamento, 80% deles tiveram aumento de custo e atrasos de quase 20 meses no cronograma de entrega da obra.

Segundo Kevin Nobels, um dos responsáveis pela pesquisa, o aumento de produtividade na construção civil brasileira tem potencial para melhorar 50%, desde que adotadas boas práticas, novos conceitos e que se invista em tecnologia.

As medidas sugeridas para reverter esse cenário são reforma das regras e aumento na transparência, reforço no quadro contratual, melhoria nos processos de design e engenharia, melhoria na aquisição e gerenciamento da cadeia de suprimentos, adesão de tecnologia digital, treinamento e capacitação de profissionais.

O projeto hubiC, primeiro espaço cooperativo de inovação e construção digital de base industrial do Brasil, surge como uma alternativa eficiente na reversão desse cenário.

Resultado de uma parceria entre Universidade de São Paulo (USP), Escola Politécnica (Poli) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a plataforma é uma iniciativa inédita que une o mercado a favor do desenvolvimento de PD&I – pesquisa, do desenvolvimento e da inovação.

"O crescimento da indústria da construção e a sua competitividade passam pela evolução PD&I, com novos padrões produtivos, novas tecnologias/processos e implementação de uma gestão orientada para a excelência e sustentabilidade. Os resultados dessa iniciativa para a cadeia produtiva e para a sociedade pode proporcionar maior competitividade e qualidade, dentro dos padrões ambientais vigentes", comenta Valter Frigieri, diretor de mercado da ABCP e um dos coordenadores do hubiC.

Industrialização da construção civil
Em encontro realizado recentemente entre os participantes da cátedra, um dos principais pontos abordados foram exatamente o processo de industrialização da construção civil e os gargalos apontados no relatório McKinsey.

Considerada a potência que mais investe no desenvolvimento de novas tecnologias, a China está entre as principais referencias na implementação de inovações e superação dessas dificuldades. Por isso, foram discutidas as principais iniciativas que estão impulsionando a indústria da construção civil no país.

A impressão 3D, por exemplo, é uma tecnologia que permite a construção de edifícios de forma rápida e eficiente através da implementação de um sistema automatizado conectado a um programa de execução. Ou seja, o projeto em desenhos bidimensionais é substituído pela leitura de arquivo digital, o que minimiza erros e reduz custos.

Alinhado ao processo de impressão, os chineses ainda contam com a utilização do UHPC, concreto de alto desempenho, resistente e durável. Essa união pode reduzir em até 60% o volume de concreto utilizado comparado a construções convencionais, além de garantir um acabamento de alta qualidade e durabilidade.

No Brasil, o uso do UHPC ainda é usado exclusivamente em estudos, tendo a Lafarge – integrante do hubic – como única empresa autorizada a comercializar o produto.

Por fim, a implementação de tecnologias e mão de obra qualificada e atualizada precisam ser adotadas. Os constantes avanços tecnológicos em um cenário de profundas mudanças sociais e culturais, exigem que a indústria da construção civil avance na busca por maior qualidade, produtividade e sustentabilidade.

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