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ANTT reforça fiscalização de rodovias diante de El Niño intenso

A estratégia envolve fiscalização, monitoramento das concessionárias e mecanismos regulatórios para adaptar a infraestrutura e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos

Agência Infra

25/08/2026 07h30


A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforçou a atuação preventiva nas rodovias federais concedidas diante da previsão de um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026.

A estratégia envolve fiscalização, monitoramento das concessionárias e mecanismos regulatórios para adaptar a infraestrutura e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos.

Entre as medidas acompanhadas pela agência estão o monitoramento das condições das rodovias, a preparação para respostas emergenciais e investimentos em drenagem, contenção de encostas e prevenção

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforçou a atuação preventiva nas rodovias federais concedidas diante da previsão de um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026.

A estratégia envolve fiscalização, monitoramento das concessionárias e mecanismos regulatórios para adaptar a infraestrutura e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos.

Entre as medidas acompanhadas pela agência estão o monitoramento das condições das rodovias, a preparação para respostas emergenciais e investimentos em drenagem, contenção de encostas e prevenção de incêndios.

A resiliência climática também passou a ser incorporada de forma mais estruturada aos novos contratos de concessão, com foco em situações como enchentes, deslizamentos, estiagens severas e queimadas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño já está estabelecido e tem probabilidade superior.

Na Região Sul, a previsão de chuvas acima da média aumenta o risco de alagamentos, erosões, quedas de barreiras e danos à infraestrutura.

No centro-norte do país, a combinação de estiagem e temperaturas elevadas amplia a possibilidade de ondas de calor e incêndios florestais e pode deixar acostamentos e taludes mais vulneráveis.

A fiscalização das concessões é realizada por meio do PAF (Plano Anual de Fiscalização da Infraestrutura e Operação Rodoviária), que define a periodicidade e o escopo das inspeções com base em critérios da 4ª norma do Regulamento das Concessões Rodoviárias, prevista na Resolução ANTT 6.053/2024.

Em situações de emergência climática, as concessionárias devem intensificar o monitoramento, sinalizar áreas de risco, remover barreiras e adotar medidas para restabelecer o tráfego com segurança.

Além da fiscalização, a ANTT utiliza instrumentos regulatórios para estimular investimentos em infraestrutura resiliente.

Um deles é o PSI (Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura de Rodovias e Ferrovias Federais), instituído pela Resolução ANTT 6.057/2024.

O programa estabelece parâmetros de desempenho sustentável e um índice de desenvolvimento sustentável para acompanhar as concessionárias em práticas ambientais, sociais e de governança.

O PSI incentiva investimentos em sistemas de drenagem, contenção de encostas e prevenção de incêndios. Uma portaria do Ministério dos Transportes também determina que novos projetos de concessão destinem ao menos 1% da receita bruta a ações de resiliência.

Para concessionárias que aderem voluntariamente ao PSI, há possibilidade de incremento adicional de 2% na receita para projetos de descarbonização e resiliência climática.

Até agosto de 2026, 31 concessionárias haviam aderido voluntariamente ao PSI, sendo 21 rodoviárias e dez ferroviárias. Deste total, 13 já haviam alcançado o nível mais exigente do programa.

A experiência das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 também contribuiu para o aperfeiçoamento dos mecanismos de resposta da ANTT, segundo a reguladora.

Durante a crise, a agência acompanhou as intervenções emergenciais na BR-386/RS, administrada pela ViaSul, por meio de relatórios técnicos, registros fotográficos e monitoramento de interdições e ocorrências.

O episódio foi posteriormente utilizado como referência para a atualização da matriz de riscos dos novos contratos de concessão.

O objetivo é dar maior agilidade à resposta a emergências climáticas e reduzir a necessidade de processos prolongados de revisão contratual em situações excepcionais.

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