Logística
Webtranspo
07/02/2011 11h45 | Atualizada em 07/02/2011 13h57
A diretoria da Ferroeste apresentou nesta quinta-feira, 3, suas projeções de negócios para este ano; a empresa espera mais que dobrar o volume de cargas transportadas via modal ferroviário no Paraná.
Conforme relatou a empresa, serão movimentados 2,1 milhões de toneladas úteis pela ferrovia; no ano passado o saldo chegou a 971,8 mil.
No momento, um dos principais problemas operacionais da empresa, segundo Maurício Querino Theodoro, presidente da Ferroeste, é a falta de investimentos na aquisição de frota e na manutenção da via permanente.
Porém, “a prioridade número um para que a empresa se torne financeiramente viável é a tração. Até o fim
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A diretoria da Ferroeste apresentou nesta quinta-feira, 3, suas projeções de negócios para este ano; a empresa espera mais que dobrar o volume de cargas transportadas via modal ferroviário no Paraná.
Conforme relatou a empresa, serão movimentados 2,1 milhões de toneladas úteis pela ferrovia; no ano passado o saldo chegou a 971,8 mil.
No momento, um dos principais problemas operacionais da empresa, segundo Maurício Querino Theodoro, presidente da Ferroeste, é a falta de investimentos na aquisição de frota e na manutenção da via permanente.
Porém, “a prioridade número um para que a empresa se torne financeiramente viável é a tração. Até o fim de abril, com a locação de novas máquinas, mais locomotivas devem entrar em operação”, observou o executivo.
Desta forma, ele prevê que o faturamento da Ferroeste, até o fim deste ano, deva somar R$ 29,4 milhões, enquanto no ano passado o resultado foi de R$ 13,1 milhões.
No topo da lista de gargalos que emperram o crescimento da Ferroeste está a logística. Mauro Fortes, diretor operacional da empresa, apontou a necessidade de estudos para eliminar pontos críticos na ferrovia entre Guarapuava e Desvio Ribas (Ponta Grossa) e também na Serra do Mar. Hoje a malha ferroviária da Ferroeste é operada pela ALL (América Latina Logística).
A companhia planeja ampliar a malha com a construção do trecho Guarapuava / Engenheiro Gutierrez (Irati) / Engenheiro Bley (Lapa / Araucária / Paranaguá). “Não é sonho. É projeto para, no máximo, dez anos”, disse Theodoro.
Com a extensão da ferrovia, o trajeto poderia ser feito em cinco horas, na velocidade de 80 quilômetros por hora, conforme detalhou a empresa. No entanto, o projeto básico nos trechos Guarapuava-Porto de Paranaguá precisa ser licitado e o planejamento que já existe entre Cascavel e Guairá deve ser adequado. Feito isso, entre 2,5 a três milhões de toneladas por ano seriam transportadas no Desvio Ribas, em Ponta Grossa, dando fim a um gargalo atual.
Rumo ao Sul do Brasil
Se o Ibama aprovar a nova proposta de traçado na Serra do Mar apresentada pela Ferroeste, a ferrovia será expandida para Santa Catarina, pelo litoral, e ao Mato Grosso do Sul, por Guaíra.
Nessas regiões, até onde a Ferroeste tem influência, a produção de grãos chega a 24,8 milhões de toneladas, em média. Segundo dados do IBGE e da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais, oito milhões provém do Oeste e Sudoeste do Paraná; 8,4 milhões do Paraguai e 8,3 milhões do Mato Grosso do Sul.
Por esta razão, a viabilidade do projeto está sendo analisada no âmbito financeiro. De acordo com a Ferroeste, várias alternativas de financiamento estão sendo consideradas; uma delas é a captação de recursos externos pelo Governo do Estado e a criação de PPPs (Parcerias Público-privadas). Conforme ressaltou Theodoro, com isso, “em 20 anos se paga o projeto”.
09 de janeiro 2020
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