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02 de março de 2010
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Cidade olímpica

Rio 2016 capital do sonho olímpico

Passada a ressaca das comemorações pela indicação do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016, é hora de arregaçar as mangas e começar a trabalhar duro, com planejamento, transparência, dedicação, investimentos pesados e força de vontade. Há muito que fazer. Além de construir várias arenas desportivas, adequando as existentes ao padrão estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), será preciso melhorar a infraestrutura do transporte público, de portos e aeroportos da cidade e cuidar da segurança, sem falar na capacitação e ampliação do complexo hoteleiro. Tudo isso para criar, nos próximos seis anos, uma nova cidade dentro daquela que sediará um dos maiores eventos esportivos mundiais: a Cidade Olímpica.

A nova estrutura a ser criada terá de abrigar cerca de 18 mil pessoas, entre atletas e comissões técnicas, de forma impecável, já que jornalistas do mundo inteiro estarão atentos ao menor deslize. Funcional, segura, confortável, dotada do que há de mais moderno em tecnologia de comunicação, a estrutura a ser criada terá ainda de estar em harmonia com a natureza, no belo cenário da Cidade Maravilhosa. A esta altura, o Rio já deverá estar livre da poluição da Baía de Guanabara, dos tiroteios e guerras entre quadrilhas de traficantes de drogas, dos engarrafamentos e outras mazelas que a enfeiam e subtraem a qualidade de vida dos seus habitantes. Sonho ou realidade? Só os próximos anos poderão responder a essa questão.

A capital carioca já conta com 18 instalações para as competições de 2016. Quase todas, no entanto, terão de sofrer intervenções para que se tornem compatíveis com os padrões do COI. Entre elas estão os estádios do Maracanã, palco das cerimônias de abertura e encerramento dos jogos; o João Havelange (Engenhão), onde serão disputadas as partidas de futebol; o Maracanãzinho, onde acontecerão os jogos de vôlei; a Marina da Glória, cenário das competições de iatismo; e o Sambódromo, onde acontecerão a partida e a chegada da Maratona e as competições de Arco e Flexa.

Há ainda o Parque Aquático Maria Lenk, o Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, e o Autódromo de Jacarepaguá, que será adaptado para tornar-se o Centro Olímpico de Treinamento (COT) e onde serão construídas instalações para a disputa de 12 modalidades esportivas, como basquete, judô, handebol e taekwondo.

Considerado um dos maiores legados par


Passada a ressaca das comemorações pela indicação do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016, é hora de arregaçar as mangas e começar a trabalhar duro, com planejamento, transparência, dedicação, investimentos pesados e força de vontade. Há muito que fazer. Além de construir várias arenas desportivas, adequando as existentes ao padrão estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), será preciso melhorar a infraestrutura do transporte público, de portos e aeroportos da cidade e cuidar da segurança, sem falar na capacitação e ampliação do complexo hoteleiro. Tudo isso para criar, nos próximos seis anos, uma nova cidade dentro daquela que sediará um dos maiores eventos esportivos mundiais: a Cidade Olímpica.

A nova estrutura a ser criada terá de abrigar cerca de 18 mil pessoas, entre atletas e comissões técnicas, de forma impecável, já que jornalistas do mundo inteiro estarão atentos ao menor deslize. Funcional, segura, confortável, dotada do que há de mais moderno em tecnologia de comunicação, a estrutura a ser criada terá ainda de estar em harmonia com a natureza, no belo cenário da Cidade Maravilhosa. A esta altura, o Rio já deverá estar livre da poluição da Baía de Guanabara, dos tiroteios e guerras entre quadrilhas de traficantes de drogas, dos engarrafamentos e outras mazelas que a enfeiam e subtraem a qualidade de vida dos seus habitantes. Sonho ou realidade? Só os próximos anos poderão responder a essa questão.

A capital carioca já conta com 18 instalações para as competições de 2016. Quase todas, no entanto, terão de sofrer intervenções para que se tornem compatíveis com os padrões do COI. Entre elas estão os estádios do Maracanã, palco das cerimônias de abertura e encerramento dos jogos; o João Havelange (Engenhão), onde serão disputadas as partidas de futebol; o Maracanãzinho, onde acontecerão os jogos de vôlei; a Marina da Glória, cenário das competições de iatismo; e o Sambódromo, onde acontecerão a partida e a chegada da Maratona e as competições de Arco e Flexa.

Há ainda o Parque Aquático Maria Lenk, o Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, e o Autódromo de Jacarepaguá, que será adaptado para tornar-se o Centro Olímpico de Treinamento (COT) e onde serão construídas instalações para a disputa de 12 modalidades esportivas, como basquete, judô, handebol e taekwondo.

Considerado um dos maiores legados para a cidade, após os jogos de 2016, o COT terá como destino tornar-se o principal centro de referência do País na formação de atletas e no desenvolvimento dos esportes.

Além dessas, será necessário construir mais 15 instalações, sendo nove definitivas e seis provisórias, distribuídas em diferentes regiões da cidade.

Um dos maiores desafios, no entanto, será a construção da Vila Olímpica e Paraolímpica, um projeto residencial de alta qualidade, a ser desenvolvido numa das regiões mais bonitas e que mais crescem na cidade, a Barra da Tijuca, o coração dos Jogos. Imediatamente ao lado da Vila, e podendo ser alcançados pé, estarão localizados os Núcleos do Parque Olímpico do Rio e do Riocentro. Haverá ainda uma área de treinamento muito próxima da Vila com infraestrutura para 11 esportes olímpicos e oito esportes paraolímpicos.

Com financiamento para a construção totalmente garantido pelo governo federal, a Vila, concebida dentro dos mais modernos conceitos de sustentabilidade ambiental, oferecerá acomodações com segurança e conforto para todos os atletas e oficiais técnicos das delegações, além de árbitros adicionais credenciados, de todas as partes do mundo. O projeto deverá atender, e, em alguns casos, superar os requisitos estabelecidos pelo COI e as expectativas das delegações.

No detalhamento dos projetos, o Comitê Organizador Rio 2016 irá envolver o COI, o Comitê Paraolímpico Internacional – IPC, os Comitês Olímpicos Nacionais – CONs e os Comitês Paraolímpicos Nacionais – CPNs para garantir a melhor estrutura possível na Vila para atletas e membros das delegações. Um grupo de consultoria formal será montado com os construtores do empreendimento, sob a tutela do Comitê Organizador Rio 2016. Representantes de CONs e CPNs de várias partes do mundo serão convidados para compor esse grupo de consultoria, sujeitos à aprovação do COI e do IPC, com o objetivo de colocar questões relevantes ao desenvolvimento dos projetos.

A área residencial, com cerca de 48 hectares, terá 34 edifícios residenciais, além dos de serviços e operacionais. Cada edifício residencial terá apartamentos de alto padrão, com três e quatro quartos, sempre com varandas e sala de estar. As tradicionais adaptações, que transformam cozinhas e salas de jantar em dormitórios, não serão necessárias para acomodar os residentes. Além das mais de 17.700 camas, 74% dos apartamentos terão um quarto extra (com 6m2) que pode ser utilizado pelos CONs/CPNs como quarto adicional ou convertido em escritório ou depósito.

Todos os apartamentos respeitarão uma proporção máxima de dois residentes para cada banheiro, com os serviços de água quente e infraestrutura sanitária especificados para atender aos requisitos dos Jogos e também de legado à sociedade.

O terreno onde a Vila Olímpica será construída é de propriedade da construtora Carvalho Hosken, especializada em projetos residenciais de alto padrão e com diversos empreendimentos bem-sucedidos na Barra da Tijuca. A localização é estratégica. Para os Jogos Olímpicos, 46% dos atletas ficarão hospedados a menos de 10 minutos das suas instalações de treinamento e competição e 73% deles, a menos de 25 minutos. O tempo máximo de viagem da Vila para qualquer atleta olímpico será de 50 minutos. Nos Jogos Paraolímpicos, 65% das modalidades esportivas terão lugar em instalações de competição localizadas a menos de 10 minutos da Vila. Uma rede de Faixas Olímpicas – vias segregadas exclusivamente para o deslocamento das comitivas – irá conectar a Vila a todas as instalações das competições.

Espírito carioca
O local da Vila é de impressionante beleza natural, cercada pela Lagoa de Jacarepaguá e emoldurada pelas montanhas do Parque Nacional da Pedra Branca, criando uma integração total com a natureza. O projeto prevê que todos os quartos tenham vista para a lagoa, para a praia da Barra ou para o Parque.

O projeto privilegia ainda a convivência entre as pessoas. Para isso será construída a Rua Carioca. Situada no coração da Vila, essa será uma via exclusiva de pedestres com cafés, restaurantes, lojas, as tradicionais casas de sucos e sorveterias cariocas, além de espaços para convivência e descanso. Para a diversão das delegações, haverá uma programação de atividades artísticas e culturais ao ar livre. Com uma atmosfera tipicamente carioca, a rua irá ligar todas as áreas da Vila, oferecendo uma amostra do estilo de vida da cidade praiana. Um bom observador poderá notar nela um clima parecido com Búzios, na Região dos Lagos fluminense. Também na Rua Carioca ficará a Zona Internacional, o Refeitório Principal e o Terminal de Transportes.

Layout
A Vila Olímpica foi concebida também dentro de um conceito de zoneamento eficiente, com uma clara separação das áreas residencial e de operação. A ideia básica é posicionar todos os prédios residenciais em frente ao empreendimento e as áreas de operação e serviços, em especial as entradas de veículos, nos fundos. Além de proporcionar a melhor vista para os residentes, essa iniciativa irá reduzir o tráfego de veículos operacionais e ônibus perto dos prédios residenciais. Uma grande reforma na infraestrutura viária já está planejada pela prefeitura do Rio e será implantada para facilitar a movimentação de veículos operacionais.

Uma via circular percorrerá todo o perímetro, permitindo a circulação do transporte interno dos atletas e facilitando a prestação de serviços aos residentes. A disposição dos edifícios se dará de forma totalmente funcional, com o auxílio de uma vasta sinalização horizontal e vertical. O Centro de Boas- Vindas (Welcome Center), utilizado exclusivamente para chegadas e partidas dos atletas, ficará localizado no limite da Zona Residencial, separado de todas as demais entradas de veículos. O Centro de Serviços aos CONs, a Policlínica e o Centro de Entretenimento ficarão localizados na Rua Carioca, ao lado do refeitório principal. O Terminal, convenientemente localizado para atender às necessidades de locomoção de atletas e delegações, terá 45 baias de ônibus com linhas diretas para todas as instalações.

A Zona Internacional, com oito hectares, ficará localizada ao norte da Zona Residencial, diretamente ligada à entrada principal da Vila, onde haverá um estacionamento para 250 veículos. A maior parte das atividades comerciais estará localizada dentro da Zona Internacional, bem como a Praça das Cerimônias de Boas-Vindas, situada em um lago e oferecendo diversas atividades de entretenimento durante todo o período dos Jogos.

Além do Museu Olímpico, dentro do Refeitório Principal, outro espaço de exposições ficará localizado na Zona Internacional. Apesar de poder ser acessada diretamente da Zona Residencial, as movimentações da Zona Internacional não terão impacto na atmosfera de tranquilidade dos residentes da Vila.

A Zona Operacional, com 13 hectares, ficará localizada na parte norte do empreendimento, e também estará diretamente ligada às principais instalações da Vila, como o refeitório principal e a Zona Internacional. Todos os serviços de operação da Vila, incluindo logística, alimentação, serviços de governança e de limpeza, e administração de lixo ficarão localizados na Zona Operacional.

Conexão com o mundo
Os prédios residenciais estarão integralmente conectados à rede de fibra ótica. Cada quarto de cada apartamento, além de todas as áreas administrativas e médicas dos CONs/CPNs, e os Centros de Residentes e os Business Centers, estarão conectados às redes locais sem fio, mantidas e gerenciadas pelo Comitê Organizador Rio 2016. Essa estrutura estará disponível para todos os atletas e oficiais técnicos das delegações para fornecer links de voz, dados e vídeo.

Os apartamentos contarão também com serviço de TV a cabo, recebendo o sinal de canais de TV convencionais e também da Emissora Anfitriã, além das emissoras locais, detentoras de direitos de transmissão dos Jogos. Tudo disponibilizado e custeado pelo Comitê Organizador Rio 2016.

Praia particular
Um ônibus dedicado da Estação de Transportes levará os residentes à Praia Olímpica na Barra. Ela será uma praia particular totalmente segura, operando dia e noite e incluindo um live site que oferecerá cobertura completa dos Jogos e um palco para shows durante todo o período de competições.

Um acesso seguro, através de uma ponte, ligará a Vila ao Parque da Vila Olímpica, localizado às margens da Lagoa de Jacarepaguá. Esse local terá instalações recreativas, incluindo quadras de tênis e voleibol e campos de futebol, além de atividades aquáticas como caiaque e windsurfe.

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