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09 de agosto de 2010
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Saneamento II

Prazo curto e canteiros avançados

Galvão Engenharia executa as obras de ampliação da ETA de Taiaçupeba, com a construção de nova rede de adução em quatro municípios da Grande São Paulo, com prazo final até fevereiro de 2011

A primeira obra da Sabesp no modelo de Parceria Público Privada (PPP) é também um dos maiores investimentos em saneamento urbano no Brasil. A ampliação da estação de tratamento de água (ETA), de Taiaçubepa, em Suzano, vai permitir que a capacidade daquela unidade seja incrementada em 50%, passando de 10 m3/s para 15 m3/s. A obra inclui ainda uma rede de adução, ou seja, de distribuição da água tratada, que parte da ETA e atravessa as cidades de Poá, Mogi das Cruzes e chega à zona oeste da capital paulista. Quatro reservatórios, estações elevatórias e obras acessórias fecham o escopo do contrato. Quando o projeto de ampliação for finalizado, 5 milhões de pessoas passam a ser beneficiadas com a disposição do serviço, ampliando em 30% a população coberta.

A CAB spat, responsável pelo projeto, é  uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) formada para a parceria com a Sabesp. A SPE é parte obrigatória do modelo PPP e coube a ela a contratação da Galvão Engenharia para a execução das obras. Serão R$ 300 milhões cobrindo um período de dois anos, que se encerra em fevereiro de 2011. Outros 13 anos fazem parte do contrato e incluem intervenções de manutenção do que foi construído. A operação do complexo nas mãos da Sabesp, exceto as atividades de adensamento, desidratação e disposição de lodo, processos que passam a ser de responsabilidade total da CAB spat.

Com 23 frentes de trabalho, o projeto deve representar um investimento superior a R$ 1 bilhão nos 15 anos de vigência do contrato. O volume de dinheiro não é a única estatística que impressiona. “O prazo de execução é pequeno e para isso tivemos que começar o planejamento pelo menos seis meses antes do início efetivo das obras”, explica Júlio César Peixoto dos Santos, gerente de Contrato da Galvão.

O desafio da Galvão pode ser dividido em duas etapas, que estão sendo tocadas simultaneamente. Uma delas são as 11 frentes de trabalho na própria ETA e que acontecem com a unidade operando normalmente, apesar da grande movimentação de terraplenagem e de concreto. A outra é a rede de distribuição, que vem sendo instalada numa área de grande densidade populacional nos municípios já citados e que vai integrar o sistema de abastecimento de água Alto Tietê ao Cantareira.

De acordo com Julio Santos, gerente de Projeto da Galvão Engenharia, as frentes que envolvem maior atenção são as de ampliação do sistema de filtragem,


A primeira obra da Sabesp no modelo de Parceria Público Privada (PPP) é também um dos maiores investimentos em saneamento urbano no Brasil. A ampliação da estação de tratamento de água (ETA), de Taiaçubepa, em Suzano, vai permitir que a capacidade daquela unidade seja incrementada em 50%, passando de 10 m3/s para 15 m3/s. A obra inclui ainda uma rede de adução, ou seja, de distribuição da água tratada, que parte da ETA e atravessa as cidades de Poá, Mogi das Cruzes e chega à zona oeste da capital paulista. Quatro reservatórios, estações elevatórias e obras acessórias fecham o escopo do contrato. Quando o projeto de ampliação for finalizado, 5 milhões de pessoas passam a ser beneficiadas com a disposição do serviço, ampliando em 30% a população coberta.

A CAB spat, responsável pelo projeto, é  uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) formada para a parceria com a Sabesp. A SPE é parte obrigatória do modelo PPP e coube a ela a contratação da Galvão Engenharia para a execução das obras. Serão R$ 300 milhões cobrindo um período de dois anos, que se encerra em fevereiro de 2011. Outros 13 anos fazem parte do contrato e incluem intervenções de manutenção do que foi construído. A operação do complexo nas mãos da Sabesp, exceto as atividades de adensamento, desidratação e disposição de lodo, processos que passam a ser de responsabilidade total da CAB spat.

Com 23 frentes de trabalho, o projeto deve representar um investimento superior a R$ 1 bilhão nos 15 anos de vigência do contrato. O volume de dinheiro não é a única estatística que impressiona. “O prazo de execução é pequeno e para isso tivemos que começar o planejamento pelo menos seis meses antes do início efetivo das obras”, explica Júlio César Peixoto dos Santos, gerente de Contrato da Galvão.

O desafio da Galvão pode ser dividido em duas etapas, que estão sendo tocadas simultaneamente. Uma delas são as 11 frentes de trabalho na própria ETA e que acontecem com a unidade operando normalmente, apesar da grande movimentação de terraplenagem e de concreto. A outra é a rede de distribuição, que vem sendo instalada numa área de grande densidade populacional nos municípios já citados e que vai integrar o sistema de abastecimento de água Alto Tietê ao Cantareira.

De acordo com Julio Santos, gerente de Projeto da Galvão Engenharia, as frentes que envolvem maior atenção são as de ampliação do sistema de filtragem, pois apresentam obras civis complexas, além da importação de blocos de filtragem e suprimento do meio filtrante em areia especial. “Na chamada casa de química há também uma forte demanda, com a compra de equipamentos importados de aplicação específica em tratamento de água”, explica o executivo.

A montagem eletromecânica é um capítulo especial da obra, uma vez que a Galvão precisa integrar os atuais equipamentos ativos aos novos, prioritariamente sem paradas na operação diária. O planejamento da construtora é rigoroso, segundo o executivo, e cada atividade tem sido acompanhada pela fiscalização da Sabesp, que também responde por avaliar se a operação continua normal após cada integração.

A complexidade da montagem eletromecânica pode ainda ser medida pela importância dos equipamentos e materiais elétricos, que representam dois terços do contrato. “Para a gestão desses suprimentos foi necessário um trabalho integrado entre a Galvão, projetistas e a fiscalização”, detalha Santos.  “Dessa forma, conseguimos definir as prioridades e garantir a entrega em obra sem o comprometimento do cronograma contratual”, completa.

No rol de equipamentos e matérias adquiridos, a construtora destaca as bombas de 3.000 CV, o transformador elétrico de 12,5 MVA, válvulas especiais de grandes diâmetros, inversores de frequência para bombas de 1500 CV, grandes quantidades de tubos de aço carbono entre 28 polegadas a 100 polegadas e equipamentos para preparo e dosagem de produtos químicos.  De acordo com a Galvão, eles têm em comum especificações técnicas, prazo de entrega e logística de armazenamento complexos, que mereceram um cuidado especial.

A bomba de 3000 CV é o melhor exemplo. Duas delas serão ativadas na ETA: uma na captação de água bruta e outra na elevatória de água tratada. São equipamentos robustos e com um prazo de fabricação longo: 16 meses. A possibilidade de serem incompatíveis com os outros cinco conjuntos de bombas em funcionamento seria um desastre. Para evitar qualquer erro, a fábrica inglesa desenvolveu modelos reduzidos, validando a integração com a base instalada atual. São essas duas bombas, que somadas às atuais vão permitir o salto na vazão de tratamento de 10 para 15 m3/s na ETA.

Se não bastasse a complexidade nos canteiros em Suzano, a outra etapa da obra envolve a construção de uma rede adutora de 17,7 km de tubulações em aço, com diâmetros variáveis entre 400 mm e 1.800 mm, cruzando não só Suzano como Mogi das Cruzes, Poá e a zona oeste de São Paulo. Elas formam 12 frentes de escavação, quatro frentes de travessia, duas de pavimentação e recomposição e seis frentes de montagem mecânica.

As intervenções envolvem tanto os processos destrutivos como os não destrutivos. No primeiro caso, a Galvão emprega escavadeiras associadas a caminhões, retroescavadeiras e escoramentos metálicos, entre os principais recursos. Os métodos não destrutivos (MND) utilizados incluem os furos direcionais e NATM (New Austrian Tunneling Method).

A frota mobilizada pela construtora envolve cerca de 120 equipamentos e máquinas e outros 60 veículos leves, que são apoiados pela oficina central de manutenção de equipamentos, a qual, afortunadamente, é vizinha do canteiro de obras da ETA. Localizada em Arujá, a oficina centraliza as operações de manutenção, geralmente feitas a cada 10 mil km rodados, no caso dos caminhões, e a cada 250 horas de operação, no caso das máquinas. Somente aquelas que apresentam um deslocamento mais complexo é que sofrem a manutenção no próprio canteiro, caso das escavadeiras hidráulicas.

Aliás, a gestão ambiental de resíduos recebe um cuidado especial nesse canteiro. A utilização de madeiras é um exemplo. Os resíduos coletados nas frentes de serviço e carpintaria são armazenados temporariamente até que esgotem sua utilização em campo. Na obra da Sabesp, 30% das formas utilizadas na ampliação da ETA são fabricadas em madeira, que depois de reutilizadas seguem para doação. Cada resíduo tem um acompanhamento específico, conforme determina a legislação e as 23 frentes têm ainda uma baia específica para a coleta seletiva.

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