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20 de dezembro de 2013
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Inteligência de Mercado

Pesquisa da Sobratema aponta R$ 1,19 trilhão em obras até 2018

Transporte e energia lideram o aporte de recursos, mas a área de saneamento começa a recuperar a capacidade de investimentos

Até 2018, o Brasil deverá receber investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 1,19 trilhão. É o que aponta a nova edição da pesquisa Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2018, encomendada pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração às empresas Criactive e e8 inteligência.

O levantamento indicou 8.300 obras em andamento, em projeto ou intenção, em oito setores da economia óleo e gás, transporte, energia, saneamento, indústria, infraestrutura de habitação, infraestrutura esportiva e outros, divididas por região e estado, além de apresentar um panorama de cada segmento e detalhar informações sobre as 30 principais obras de cada setor.

A área de transportes é o segmento que vem recebendo maior fatia destes investimentos. De acordo com a pesquisa, estão estimados R$ 369,6 bilhões para o período 2013-2018 para a área, o que corresponde a 30,94% do total previsto. O trem de alta velocidade (TAV) é a obra que demandará maior volume de recursos, com valores estimados de R$ 34,6 bilhões.

Os modais que concentram os maiores montantes são as ferrovias, com 34,5%, os portos e hidrovias, com 25,3% e as rodovias, com 14,3%. Os recursos destinados a essas três modalidades são estratégicas para reduzir os gargalos existentes na área logística, um dos principais gargalos para a economia brasileira atualmente. Em 2012, o investimento aplicado na área de transportes representou apenas 0,92% do PIB – Produto Interno Bruto.

Outro segmento que está em alta é o de óleo e gás, com aportes financeiros estimados em R$ 346,6 bilhões, o que representa 29,02%, do total. O novo Plano de Negócios da Petrobras (PNG 2013-2017) definiu 947 projetos com previsão de investimentos totais de US$ 236,7 bilhões. Na Exploração e Produção (E&P), que representa 62,3% do montante geral, os valores mais expressivos estão no desenvolvimento da produção, ligados principalmente às reservas descobertas nas áreas do pré-sal.

Segundo a pesquisa Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2018, o setor energético tem investimentos previstos de R$ 196,1 bilhões, com destaque para obras de geração de energia, que representam 87,6% desse montante. A evolução da relação entre as fontes renováveis (46%) e não renováveis (54%) continua relativamente estável com destaque apenas para o crescimento contínuo das fontes renováveis alternat


Até 2018, o Brasil deverá receber investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 1,19 trilhão. É o que aponta a nova edição da pesquisa Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2018, encomendada pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração às empresas Criactive e e8 inteligência.

O levantamento indicou 8.300 obras em andamento, em projeto ou intenção, em oito setores da economia óleo e gás, transporte, energia, saneamento, indústria, infraestrutura de habitação, infraestrutura esportiva e outros, divididas por região e estado, além de apresentar um panorama de cada segmento e detalhar informações sobre as 30 principais obras de cada setor.

A área de transportes é o segmento que vem recebendo maior fatia destes investimentos. De acordo com a pesquisa, estão estimados R$ 369,6 bilhões para o período 2013-2018 para a área, o que corresponde a 30,94% do total previsto. O trem de alta velocidade (TAV) é a obra que demandará maior volume de recursos, com valores estimados de R$ 34,6 bilhões.

Os modais que concentram os maiores montantes são as ferrovias, com 34,5%, os portos e hidrovias, com 25,3% e as rodovias, com 14,3%. Os recursos destinados a essas três modalidades são estratégicas para reduzir os gargalos existentes na área logística, um dos principais gargalos para a economia brasileira atualmente. Em 2012, o investimento aplicado na área de transportes representou apenas 0,92% do PIB – Produto Interno Bruto.

Outro segmento que está em alta é o de óleo e gás, com aportes financeiros estimados em R$ 346,6 bilhões, o que representa 29,02%, do total. O novo Plano de Negócios da Petrobras (PNG 2013-2017) definiu 947 projetos com previsão de investimentos totais de US$ 236,7 bilhões. Na Exploração e Produção (E&P), que representa 62,3% do montante geral, os valores mais expressivos estão no desenvolvimento da produção, ligados principalmente às reservas descobertas nas áreas do pré-sal.

Segundo a pesquisa Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2018, o setor energético tem investimentos previstos de R$ 196,1 bilhões, com destaque para obras de geração de energia, que representam 87,6% desse montante. A evolução da relação entre as fontes renováveis (46%) e não renováveis (54%) continua relativamente estável com destaque apenas para o crescimento contínuo das fontes renováveis alternativas que representavam 3,1% em 2003 e 4,6% em 2012. A oferta de energia cresceu apenas 0,3%, novamente abaixo do PIB e abaixo do crescimento populacional. O aumento do consumo em 2012 foi de 3,8%.

Um dos grandes desafios na área de infraestrutura no Brasil está nos serviços de saneamento básico. Segundo dados do SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, em 2011 somente 48% da população tem seu esgoto coletado e 37,5% tem o esgoto tratado. No levantamento da Sobratema, até 2018, esse segmento deve receber investimentos de R$ 55,6 bilhões.

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) prevê o aporte de  recursos de cerca de R$ 508,5 bilhões em obras de abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto e lixo e em ações de drenagem, entre 2014 e 2030. Do total de investimentos previstos, R$ 298 bilhões virão de recursos federais e R$ 210 bilhões, de outros agentes.

No setor de Habitação, o programa Minha Casa Minha Vida mantém uma boa taxa de realização. Até agosto de 2013, devem ser concluídos empreendimentos no valor de R$ 278 bilhões, com a conclusão de 1,32 milhão de moradias. Os investimentos previstos apenas para a infraestrutura de habitação até 2018 atingem o volume de R$ 10,5 bilhões.

A infraestrutura esportiva ainda manterão um bom nível de investimentos. As arenas, estádios e instalações para a Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 terão investimentos totais de R$ 5,4 bilhões no período de 2013-2018. O setor composto por hotéis e resorts, shopping centers, hospitais, universidades, teatros e edifícios públicos deve receber aporte de R$ 65,4 bilhões. O setor industrial deve ter investimentos de R$ 145,3 bilhões no período.

 

 

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