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17 de janeiro de 2011
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Papel e celulose

Consumo estimula investimentos na indústria de celulose e papel

Nos próximos dez anos, a indústria brasileira de celulose e papel investirá cerca de US$ 20 bilhões, visando o aumento da base florestal de 2,2 para 3,2 milhões de hectares. Também estão previstas a construção de novas unidades e a modernização de fábricas, o que permitirá elevar a produção anual de celulose em 57%, passando de 14 para 22 milhões de toneladas, e a de papel em 34%, indo de 9,5 para 12,7 milhões de toneladas, até 2020.

É um investimento arrojado. O Brasil quer se posicionar como o terceiro produtor mundial de celulose, baseado nas perspectivas de crescimento econômico do Brasil, no aumento da demanda dos mercados emergentes, na retomada do consumo em mercados tradicionais e, também, seguindo as melhores práticas ambientais O programa de investimentos coincide com perspectivas otimistas para a economia nacional. O setor viverá o ciclo mais importante das últimas décadas. Para isso, porém, é preciso garantir o aumento da competitividade da indústria nacional.

A Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) está elaborando uma agenda para ser debatida com o próximo governo. A principal reivindicação é a desoneração dos investimentos – hoje da ordem de 17%. A medida é essencial para que as empresas tenham isonomia em relação aos países concorrentes, que não os tributam.

Outra questão fundamental é a criação de uma Política Pública de incentivo à expansão da base florestal plantada pelos setores de celulose e papel, siderurgia e madeireiro, entre outros, por meio da aquisição de créditos de carbono florestal. O potencial de absorção de dióxido de carbono (CO2) da natureza pelas florestas plantadas – que tem gerado oportunidades no campo das negociações climáticas – também tem sido reconhecido pelo governo.

15 Países Maiores Produtores de papel e cartão
País Produção (1000 t) Variação (%)

Nos próximos dez anos, a indústria brasileira de celulose e papel investirá cerca de US$ 20 bilhões, visando o aumento da base florestal de 2,2 para 3,2 milhões de hectares. Também estão previstas a construção de novas unidades e a modernização de fábricas, o que permitirá elevar a produção anual de celulose em 57%, passando de 14 para 22 milhões de toneladas, e a de papel em 34%, indo de 9,5 para 12,7 milhões de toneladas, até 2020.

É um investimento arrojado. O Brasil quer se posicionar como o terceiro produtor mundial de celulose, baseado nas perspectivas de crescimento econômico do Brasil, no aumento da demanda dos mercados emergentes, na retomada do consumo em mercados tradicionais e, também, seguindo as melhores práticas ambientais O programa de investimentos coincide com perspectivas otimistas para a economia nacional. O setor viverá o ciclo mais importante das últimas décadas. Para isso, porém, é preciso garantir o aumento da competitividade da indústria nacional.

A Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) está elaborando uma agenda para ser debatida com o próximo governo. A principal reivindicação é a desoneração dos investimentos – hoje da ordem de 17%. A medida é essencial para que as empresas tenham isonomia em relação aos países concorrentes, que não os tributam.

Outra questão fundamental é a criação de uma Política Pública de incentivo à expansão da base florestal plantada pelos setores de celulose e papel, siderurgia e madeireiro, entre outros, por meio da aquisição de créditos de carbono florestal. O potencial de absorção de dióxido de carbono (CO2) da natureza pelas florestas plantadas – que tem gerado oportunidades no campo das negociações climáticas – também tem sido reconhecido pelo governo.

15 Países Maiores Produtores de papel e cartão
País Produção (1000 t) Variação (%)
2008 2009 09/08
China 79.800 86.391 8,3
USA 79.952 71.613 -10,4
Japão 30.617 26.279 -14,2
Alemanha 22.842 20.902 -8,4
Canadá 15.892 12.857 -19,1
Suécia 11.663 10.933 -6,4
Finlândia 13.126 10.602 -19,2
Coréia do Sul 10.610 10.481 -1,2
Brasil 9.409 9.374 -0,4
Indonésia 9.260 9.363 1,1
Índia 8.432 8.693 3,0
Itália 9.481 8.449 -10,9
França 9.418 8.331 -11,4
Rússia 7.684 7.373 -4,2
Espanha 6.414 5.700 -11,1

 

15 Países Maiores Produtores de celulose
País Produção (1000 t) Variaçao (%)
2008 2009 09/08
1. USA 51.479 48.329 -6,1
2. China 21.477 20.813 -3,1
3. Canadá 20.299 17.079 -16,1
4. Brasil 12.802 13.735 7,3
5. Suécia 12.071 11.463 -5,0
6. Finlândia 11.720 9.003 -23,2
7. Japão 10.670 8.506 -20,3
8. Rússia 7.430 7.235 -2,6
9. Indonésia 6.259 5.971 -4,6
10. Chile 4.985 5.000 0,5
11. Índia 3.662 3.803 3,8
12. Alemanha 2.902 2.542 -12,4
13. Portugal 2.369 2.182 -7,9
14. França 2.284 1.784 -21,9
15. África do Sul 1.837 1.774 -3,4

Crescimento
O Brasil saltou do 11º para o 9º lugar entre os produtores mundiais de papel e manteve o 4º posto entre os principais países produtores de celulose, no ano passado, segundo o “RISI Annual Review”, publicação da consultoria internacional especializada nesses mercados.

No ano passado, o País produziu 9,3 milhões de toneladas, mantendo o nível de produção de 2008, e foi beneficiado pela queda de produção da Itália e da França, por conta da crise financeira internacional. O relatório mostra também que a China ultrapassou os Estados Unidos e, com 86,4 milhões de toneladas produzidas (crescimento de 8,3% em relação a 2008), passou a ser o primeiro produtor mundial de papel. O Canadá registrou queda de 19,1%, a maior entre todos os países analisados.

A produção brasileira de celulose foi a que mais cresceu em 2009: 7,3% sobre 2008, enquanto os três primeiros produtores registram queda na comparação com o mesmo período: -6,1% nos Estados Unidos, -3,1% na China e -16,1% no Canadá. O Brasil, a Índia e o Chile foram os únicos países que registraram crescimento na produção, em relação a 2008, enquanto Finlândia e Japão foram os que mais caíram, com perda de volume acima de 20%.

Os resultados de 2010 também seguem uma trajetória positiva, tanto em relação à produção quanto à receita das exportações, cuja queda durante a crise foi, sem dúvida, o principal problema enfrentado pelas empresas. Nos sete primeiros meses de 2010, a produção de celulose no Brasil cresceu 8,3% em relação ao mesmo período de 2009, chegando a 8,1 milhões de toneladas. O volume das vendas  domésticas cresceu 18,5% e o volume de exportações 2,8%, sobre o acumulado dos sete primeiros meses de 2009. Em relação ao segmento de papel, a produção subiu 6,5% de janeiro a julho deste ano, se comparada ao mesmo período de 2009. O crescimento do volume de vendas domésticas, nesse mesmo período, foi de 8,4%, enquanto a variação do volume de exportações foi de 11,2%.

A receita de exportações do setor, de janeiro a julho deste ano, manteve a tendência de recuperação, registrando 40,8% de aumento em relação ao mesmo período de 2009. A variação da receita de exportações de celulose foi de 50,2%, enquanto a de papel manteve tendência de recuperação, com crescimento de 23%. Já o saldo da balança comercial do setor é de US$ 2,86 bilhões, o que indica crescimento de 40,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

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