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18 de abril de 2015
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Mão de Obra - Certificação

Certificação acreditada ganha espaço no mercado

Certificação de terceira parte desenvolvida pela aliança estratégica entre a Sobratema e a Abendi vem sendo reconhecida pelo mercado por garantir que os profissionais certificados estão realmente capacitados para exercer suas funções na área de equipament

Certificação de terceira parte desenvolvida pela aliança estratégica entre a Sobratema e a Abendi vem sendo reconhecida pelo mercado por garantir que os profissionais certificados estão realmente capacitados para exercer suas funções na área de equipamentos para construçãoAs grandes corporações brasileiras que atuam no segmento de infraestrutura estão constantemente em busca de melhores práticas para aumentar a segurança e a produtividade em sua operação. A capacitação, qualificação e treinamento de funcionários são considerados um importante investimento para alcançar esse objetivo e, por esse motivo, parte dessas empresas começaram a exigir que os profissionais tenham um determinado nível de certificação. Na Petrobras, por exemplo, áreas como solda, mergulho e trabalho em altura requerem a certificação de terceira parte, reconhecida por um organismo internacional.

Para Wilson de Mello Jr., diretor de Formação e Certificação da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, essa exigência está se expandindo entre as grandes corporações e, em um futuro próximo, se tornará uma prática do mercado. “Isso ocorre porque elas estão atentas ao problema de segurança e ao risco de um acidente, que traz muitos prejuízos econômicos, sociais e mercadológicos para a empresa”, explica. Atualmente, a construção brasileira de forma geral – predial e pesada – está no topo em termos de acidentes de trabalho, com uma morte, em média, por dia. “A certificação não vai eliminar o risco de acidentes, mas temos a certeza que a redução será grande”, avalia.

Nesse sentido, a certificação acreditada desenvolvida pela aliança estratégica entre a Sobratema e a Abendi – Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção vem ganhando, cada vez mais, espaço no mercado. “Já estamos percebendo um maior envolvimento dos profissionais, em decorrência da exigência dessas grandes corporações e dos benefícios que a certificação traz para as empresas e pessoas”, conta Mello Jr. Até o final de fevereiro, cerca de 60 profissionais estavam em processo de certificação ou certificados para as funções de Rigger, Supervisor de Rigging e Sinaleiro Amarrador.

A partir de março, foi disponibilizada a certificação para operadores de grua, de guindaste móvel, de guindauto e de ponte rolante e pórtico. E, com isso, a expectativa das duas entidades é que haja


Certificação de terceira parte desenvolvida pela aliança estratégica entre a Sobratema e a Abendi vem sendo reconhecida pelo mercado por garantir que os profissionais certificados estão realmente capacitados para exercer suas funções na área de equipamentos para construçãoAs grandes corporações brasileiras que atuam no segmento de infraestrutura estão constantemente em busca de melhores práticas para aumentar a segurança e a produtividade em sua operação. A capacitação, qualificação e treinamento de funcionários são considerados um importante investimento para alcançar esse objetivo e, por esse motivo, parte dessas empresas começaram a exigir que os profissionais tenham um determinado nível de certificação. Na Petrobras, por exemplo, áreas como solda, mergulho e trabalho em altura requerem a certificação de terceira parte, reconhecida por um organismo internacional.

Para Wilson de Mello Jr., diretor de Formação e Certificação da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, essa exigência está se expandindo entre as grandes corporações e, em um futuro próximo, se tornará uma prática do mercado. “Isso ocorre porque elas estão atentas ao problema de segurança e ao risco de um acidente, que traz muitos prejuízos econômicos, sociais e mercadológicos para a empresa”, explica. Atualmente, a construção brasileira de forma geral – predial e pesada – está no topo em termos de acidentes de trabalho, com uma morte, em média, por dia. “A certificação não vai eliminar o risco de acidentes, mas temos a certeza que a redução será grande”, avalia.

Nesse sentido, a certificação acreditada desenvolvida pela aliança estratégica entre a Sobratema e a Abendi – Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção vem ganhando, cada vez mais, espaço no mercado. “Já estamos percebendo um maior envolvimento dos profissionais, em decorrência da exigência dessas grandes corporações e dos benefícios que a certificação traz para as empresas e pessoas”, conta Mello Jr. Até o final de fevereiro, cerca de 60 profissionais estavam em processo de certificação ou certificados para as funções de Rigger, Supervisor de Rigging e Sinaleiro Amarrador.

A partir de março, foi disponibilizada a certificação para operadores de grua, de guindaste móvel, de guindauto e de ponte rolante e pórtico. E, com isso, a expectativa das duas entidades é que haja uma procura, ainda maior, pelo processo de certificação. “Vamos abrir, ainda neste semestre, a certificação para os equipamentos de linha amarela – escavadeiras, tratores de esteira, motoniveladoras, pás carregadeiras, rolos compactadores e retroescavadeiras e está em estudo a certificação para os operadores de guindastes offshore, que são os profissionais que ficam nas plataformas de extração de petróleo”, adianta Mello Jr.

Processo

A certificação de terceira parte foi idealizada e desenvolvida para atender as necessidades do mercado da construção. Assim, ficou definido que ela seria dividida em duas fases. A primeira dura um período de dois anos e é direcionada para a certificação por reconhecimento, ou seja, para os profissionais que possuem experiência comprovada no setor.

O processo de certificação por reconhecimento é prático e rápido (vide box), e existem requisitos mínimos para os níveis de certificação, com pontuações para cada item. No caso do Rigger, por exemplo, o profissional precisa ter um curso técnico ou ensino superior. “Toda solicitação feita passa por uma série de análises quanto à qualidade dos documentos enviados. Se um profissional afirma ser um engenheiro, a equipe da Abendi confere a autenticidade do diploma, fazendo contato com a universidade no qual ele se graduou. Por isso, afirmamos que o processo é seguro e possui credibilidade”, destaca Mello Jr. O primeiro profissional certificado foi o engenheiro Ricardo Sávio, instrutor do Instituto Opus, também da Sobratema, que recebeu sua certificação na semana seguinte ao envio dos documentos.

A segunda fase exige, além da qualificação profissional – comprovação da escolaridade e da atuação no setor –, a realização de uma prova de conhecimento, dividida em duas partes: geral e específica. Em alguns casos, há ainda uma prova prática. Para obter a certificação, será necessário que o profissional obtenha uma nota mínima de 70 pontos. “Nosso banco de questões para cada função tem, no mínimo, 120 perguntas distintas. Para cada prova e candidato, a prova será diferente e as questões serão escolhidas de maneira aleatória”, explana Mello Jr.

Formação de pessoas

A certificação acreditada da Sobratema e da Abendi é baseada na ISO 17024, que normaliza a certificação de profissionais. Ela detalha todas as metodologias e os critérios que precisam ser adotados para fornecer uma certificação, incluindo até a forma de elaboração das provas, no sentido de evitar que perguntas estejam redigidas de modo ambíguo e com dupla interpretação. “A escolha pela norma como base para nossa certificação é para dar transparência, segurança e credibilidade ao processo, evitando qualquer tipo de condução inadequada dos procedimentos”, diz Mello Jr. Países como Estados Unidos, Canadá, Noruega e, praticamente, toda a comunidade europeia adotam a certificação na área de equipamentos para construção, em especial, no segmento de içamento de cargas.

Outro ponto focado pela norma refere-se ao órgão de treinamento, com requisitos para formar pessoas, como, por exemplo, a dimensão mínima das salas, o local onde elas se situam, a carga horária, o conteúdo programático, entre outros. Em organismos internacionais, por exemplo, a carga horária mínima para um profissional começar a aprender a utilizar um equipamento é de 160 horas. Porém, no Brasil, não existe uma padronização do que deve ser passado de conhecimento para o profissional. “Isso chega ao ponto de que existirem empresas que em 16 horas fazem o processo de treinamento”, alerta Mello Jr. “Assim, a certificação visa, também, trazer um padrão para os institutos e organismos que são especializados na formação de pessoas”, finaliza.

Para ele, a certificação apresenta inúmeros benefícios, mas o principal é dar uma garantia adicional para o mercado que o profissional da construção tem plenas condições de desempenhar seu papel com segurança e produtividade.

Etapas para certificação

Os profissionais interessados em obter sua certificação por reconhecimento podem realizá-la de maneira prática e rápida, uma vez que os procedimentos podem ser feitos, em sua maioria, por meio virtual e eletrônico. A seguir, estão as etapas do processo:

Entre no site http://abendici.org.br/sobratema/

Selecione o nível de certificação que deseja se candidatar e leia os requisitos para sua certificação, pois cada função possui exigências mínimas diferentes

Preencha o Código de Ética e a Ficha de Solicitação. Os arquivos estão disponíveis para download no site. Após o preenchimento, encaminhe esses documentos com as comprovações solicitadas para cada nível de certificação, além de foto e cópia do documento de identificação (RG/CHN/CREA ou CPF) para o endereço da Abendi, em SP.

Ao receber os documentos, a Abendi irá gerar um boleto, que será enviado para o e-mail fornecido nos dados cadastrais. Realize o pagamento e automaticamente a inscrição será confirmada

Após a confirmação da inscrição, essa documentação fornecida será enviada para análise

Se for aprovado, o candidato receberá sua carteira e seu certificado. Essa certificação tem um prazo de validade de 24 meses, a contar da data da certificação.

Antes do término do primeiro período de certificação, o profissional pode realizar uma renovação. Os requisitos para esse procedimento também podem ser encontrados no site.

E, após a renovação, é possível realizar a recertificação, cujos requisitos também estão no site.

 

 

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