FECHAR
FECHAR
01 de agosto de 2019
Voltar

CONSTRUÇÃO

Projetos de infraestrutura vão trazer demanda por grandes riscos em 2020

A expectativa é que o melhor desempenho da economia e a aprovação da Previdência impulsionem novos projetos de infraestrutura e a maior demanda pelas empresas
Fonte: DCI

Apesar de boa parte das apólices já demonstrar certo crescimento no primeiro semestre, um desempenho mais forte da economia e uma revisão legal ainda são esperados pelo mercado

Os seguros de grandes riscos sentirão uma nova onda de crescimento a partir de 2020.

A expectativa é que o melhor desempenho da economia e a aprovação da Previdência impulsionem novos projetos de infraestrutura e a maior demanda pelas empresas.

Segundo especialistas, as principais buscas pelo produto devem vir por meio das coberturas de garantia, responsabilidade civil e riscos de engenharia e de grandes obras.

“Esse mercado tem avançado pouco nos últimos anos. Mas, nesse primeiro semestre já observamos um crescimento importante, principalmente vindo de garantias judiciais e D&O (seguros de responsabilidade civil para altos executivos)”, disse o diretor executivo de subscrição para a América Latina da Zurich, José Bailone.

Os últimos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) apontam que, dentre os produtos relacionados, o maior crescimento vem por parte das coberturas relacionadas a riscos de engenharia, que mais do que dobraram (+151,6%) o volume em prêmios diretos em maio deste ano, ante igual mês de 2018, de R$ 18,2 milhões para R$ 45,8 milhões.

Em seguida, as apólices de D&O avançaram 73,9% na mesma comparação, de R$ 22 milhões para R$ 38,3 milhões, e os seguros multirriscos empresariais, com um aumento de 13,2%, de R$ 200,7 milhões para R$ 227,2 milhões.

Os seguros de garantia, um dos principais produtos relacionados a grandes riscos, por outro lado, ainda não sentiram os impactos do crescimento.

“E isso se deve a dois motivos principais”, avalia o diretor de gerenciamento de risco da Marsh Brasil, Javier Duran.

“O primeiro é porque a grande maioria dos contratos ainda está vigente. O segundo é que, pela ausência de investimentos, também temos visto poucos projetos de grande envergadura no mercado. Seja pela situação fiscal do país, pela dificuldade de licenciamento e financiamento ou até mesmo pela ausência de projetos de engenharia de qualidade”, acrescentou o executivo.