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30 de abril de 2020
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INSTITUCIONAL

Os impactos da Covid-19 no setor de construção

Núcleo Jovem da Sobratema realiza segunda reunião com o objetivo de discutir prognósticos e a situação atual das empresas nesse período de pandemia
Fonte: Redação M&T

Para discutir a respeito das expectativas e possíveis prognósticos sobre o impacto da Covid-19 no setor, o Núcleo Jovem da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, realizou na semana passada a segunda reunião desde o início do isolamento social, com a presença de diversos representantes das fabricantes de equipamentos, locadores, e construtoras.

De uma maneira geral, os representantes acreditam que o momento atual é uma situação única na história mundial, que atingiu o mundo todo e diferentes áreas da economia e que com certeza provocará mudanças nas vidas da pessoas e das empresas.

Para Luis Mamede, diretor executivo da HLT Equipamentos Especiais, a digitalização total das atividades que está acontecendo agora de forma expressiva será constante na vida das empresas.

“Depois que acabar o isolamento, muita gente vai continuar com reuniões e seminários online, e pelo que tenho falado com as empresas, isso vai repercutir em toda a cadeia, no dia a dia, na parte de construção, comunicação entre as empresas, unidades de negócios, obras, e, acredito que vai fluir mais pois estamos aprendendo a usar as ferramentas de comunicação de forma mais rápida”, diz.

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Para discutir a respeito das expectativas e possíveis prognósticos sobre o impacto da Covid-19 no setor, o Núcleo Jovem da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, realizou na semana passada a segunda reunião desde o início do isolamento social, com a presença de diversos representantes das fabricantes de equipamentos, locadores, e construtoras.

De uma maneira geral, os representantes acreditam que o momento atual é uma situação única na história mundial, que atingiu o mundo todo e diferentes áreas da economia e que com certeza provocará mudanças nas vidas da pessoas e das empresas.

Para Luis Mamede, diretor executivo da HLT Equipamentos Especiais, a digitalização total das atividades que está acontecendo agora de forma expressiva será constante na vida das empresas.

“Depois que acabar o isolamento, muita gente vai continuar com reuniões e seminários online, e pelo que tenho falado com as empresas, isso vai repercutir em toda a cadeia, no dia a dia, na parte de construção, comunicação entre as empresas, unidades de negócios, obras, e, acredito que vai fluir mais pois estamos aprendendo a usar as ferramentas de comunicação de forma mais rápida”, diz.

Já Alisson Daniel, da Escad, acredita que essa mudança cultural irá afetar lá na frente, provavelmente com a redução de grandes investimentos para médios investimentos.

“Percebemos um gasto menor durante esse período, no entanto, acredito que esse é um dinheiro que não circulou na economia, se o restaurante que iria ampliar seu negócio, realizando obras, não vai acontecer mais, se as companhias aéreas não ampliarem as frotas aéreas, não haverá obras nos aeroportos, é preciso ver o quanto isso irá impactar na nossa vida como construtor”, explica.

Cenário
Apesar da redução nas atividades de algumas empresas, o setor da mineração, construção e agro não pararam por conta da pandemia da Covid-19 por serem consideradas atividades essenciais.

De acordo com Afonso Mamede, presidente da Sobratema, o mundo vai continuar consumindo alimento e serviço, primordiais para a população em geral. “Por isso, a agricultura, infraestrutura e mineração não têm como parar”, diz.

Segundo Carlos Pimenta, diretor da Sobratema, de acordo com informações das empresas associadas, a maioria das obras está acontecendo, com ajustes no ritmo, no cronograma, realizando negociações com clientes.

“De uma forma geral, as obras urbanas foram as que mais sofreram por conta da dificuldade da mobilidade de seus trabalhadores”, complementa.

A parte de mineração em termos de obras, afirma, teve uma redução no volume da lavra, mas, não das obras e dos trabalhos nas minas, pois, a mineração continua.

Segundo os representantes das construtoras, Francisco Neto, da Queiroz Galvão, Carlos Schwenck, Construtora Barbosa Mello e Antonio Miranda, da Odebrecht, as empresas continuam trabalhando, com queda no volume em torno de 20%, mas, sem a paralisação das obras.

“De uma forma geral, tivemos queda de volume de trabalho em obras, especialmente pelo afastamento do pessoal do grupo de risco, mas, não a redução das obras”, afirma os empresários.

Na visão do dealer, afirma Maycon Pereira, diretor na Máquina Solo, o segmento que irá consumir principalmente os negócios da empresa é o de locação, especialmente com a aquisição de equipamentos.

“Como dealer estamos em um cenário incerto, mas, vamos investir em ativos para locação, pois é um setor que tende a crescer no momento de crise”, afirma.

Para a fabricante, afirma Ricardo Zurita, gerente de marketing de produto da Komatsu, o mês de março ainda registrou ótimos resultados, especialmente nas principais linhas da empresa como tratores de esteiras, escavadeira, pá e motoniveladora.

“Desde 2014 não tínhamos esse volume de vendas, foi mais de 1200 unidades de demanda do mercado. Acredito que que muitos clientes adiantaram as compras, resultando assim em um mês bem atípico considerando esse início da Covid-19”, comenta. Já em abril, explica, a empresa teve uma redução que não chegou aos 50% previsto por alguns.

“Estimamos uma queda de 20% a 25%, números esses que são bons, reflexo de pedidos já colocados que seguem”, diz.

“Mas, já estamos sentindo que o mercado está retomando com consultas, avaliações, visando a substituição de frota, ou seja, uma sensação de um novo respiro”, finaliza.