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12 de setembro de 2019
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CONSTRUÇÃO

Infraestrutura e concessões reaproximam China e Brasil

Paralisação de grandes obras nos últimos anos criou um ambiente de oportunidades para empresas e bancos chineses, com capital para investir em áreas estratégicas
Fonte: Correio Braziliense

“Os chineses têm interesse, capital e experiência para impulsionar as grandes obras de infraestrutura no país.”

Foi com essa declaração que o vice-presidente da República, e presidente em exercício, o general Hamilton Mourão, encerrou sua participação na Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que reuniu nesta semana empresários brasileiros e chineses na capital paulista.

A afirmação marcou uma espécie de reaproximação oficial do país com a segunda maior economia do mundo e maior parceiro comercial do Brasil.

A relação estava arranhada desde que a política externa do novo governo expressou publicamente sua preferência por países como Estados Unidos e Israel.

“A China reconhece o Brasil como um importante parceiro regional, e nós temos a consciência de que a instabilidade política brasileira não tem contribuído para o desenvolvimento econômico”, completou Mourão.

O Brasil quer ampliar e diversificar sua relação comercial com a China, segundo declarou o vice-presidente. Tanto é que, depois da visita do presidente Jair Bolsonaro à China, em outubro, está prevista a vinda do líder chinês Xin Jinping.

“Temos procurado construir relações de confiança e criar o ambiente propício para a ampliação e a diversificação das relações econômicas com a China. Essa disposição se mostra ainda mais pertinente no contexto de acirramento do enfrentamento econômico e comercial entre China e Estados Unidos”, afirmou Mourão.

Entre os empresários, o clima é de aprimoramento da diplomacia. De acordo com o CEO da alemã Siemens no Brasil, André Clark, o interesse de as empresas e bancos chineses de investir mais em todo o mundo e a necessidade de capital para obras no país criam o ambiente apropriado para o fortalecimento das relações entre os dois países.

“Estamos confiantes que o cenário econômico global favorece a aproximação entre brasileiros e chineses, com grandes oportunidades de bons negócios para os dois lados”, disse o executivo.