18 de abril de 2019
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CENÁRIO

Crescimento da produção global de construção deve atingir 3,4% em 2019

De acordo com o último relatório da GlobalData, a melhora deve-se inteiramente a uma aceleração no crescimento da atividade de construção nos mercados emergentes, principalmente na China
Fonte: Assessoria de Imprensa

O ritmo de crescimento da produção global da construção deverá subir marginalmente em 2019, atingindo 3,4%. Em 2018, o crescimento foi de 3,2% e, para 2020 é esperado um aumento de 3,5%, diz GlobalData, empresa especializada em dados e análise.

De acordo com o último relatório da GlobalData, “Perspectiva Global da Construção para 2023 - Atualização do 1º trimestre de 2019” a melhora deve-se inteiramente a uma aceleração no crescimento da atividade de construção nos mercados emergentes, principalmente na China, onde as autoridades estão aumentando o investimento em infraestrutura, evitando assim uma desaceleração contínua.

No entanto, o crescimento na China diminuirá a partir de 2021, e isso contribuirá para uma ligeira redução no crescimento da construção nos mercados emergentes.

“A expansão nas economias avançadas será bastante lenta em 2019, com o crescimento na América do Norte desacelerando para 1,2%, e na Europa Ocidental haverá uma desaceleração para 2,3%”, comenta Danny Richards, economista-chefe da GlobalData.

“No entanto, durante o restante do período de previsão, haverá espaço para um crescimento ligeiramente mais rápido nas economias avançadas, com a política monetária permanecendo acomodada, o que contribuirá para o crescimento global da construção.”

Dados

O ritmo de crescimento da construção diminuirá no Sul e no Sudeste da Ásia em 2019, após o forte aumento em 2018, mas será a região que mais crescerá em 2019-2023, com um crescimento anual médio de 6,5%.

Haverá recuperações sustentadas na construção no Oriente Médio e na África, bem como na América Latina. No entanto, o fraco desempenho na Turquia reduzirá o ritmo de expansão regional na Europa Oriental.

“Os riscos para a previsão geral decorrem principalmente de uma possível escalada na guerra comercial entre os EUA e a China, que acabaria impactando o investimento e restringindo o crescimento econômico global”, diz Richards.

“Há também o risco de a China ultrapassar seus esforços para apoiar a economia, resultando em uma crise de dívida incontrolável, que interromperia as tendências de investimento globalmente, principalmente através do impacto sobre a demanda nos mercados de commodities.”