08 de agosto de 2019
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EVENTOS

Agronegócio nacional precisa de ações de comunicação para ressaltar seu protagonismo mundial

Análise foi feita na abertura do Congresso Brasileiro do Agronegócio e que terá, na parte da tarde, dois painéis focados em mecanismos de investimentos e os pilares para o futuro do agro
Fonte: Assessoria de Imprensa

A agricultura brasileira fez uma verdadeira revolução nos últimos quarenta anos, tendo alcançado, atualmente, uma posição de destaque em termos mundiais na produção de alimentos, fibras e energia.

“A nossa tecnologia dos trópicos e o empreendedorismo dos agricultores contribuíram para essa realidade, garantindo a segurança alimentar nacional e alimentado 1,2 bilhão de pessoas no mundo”, afirmou Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), durante a solenidade de abertura do Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização conjunta da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, que aconteceu no início desta semana, em São Paulo.

No entanto, segundo Tereza Cristina, a agricultura brasileira vem sendo afetada por algumas questões, como por exemplo, o desequilíbrio das forças internacionais e falta de uma comunicação eficiente sobre o que vem sendo feito pelo setor, seja do ponto de vista ambiental como no aspecto da segurança alimentar.

“Nessa fase de transição pelo qual passamos, precisamos estar integrados, necessitamos de ações unificadas a favor do agronegócio e do Brasil. E isso passa por uma boa comunicação, com todos falando na mesma direção. É inadmissível que o agronegócio brasileiro seja bombardeado, em decorrência da desinformação. Assim, tenho a convicção de que estamos fazendo o melhor para nosso país”, enfatizou.

Em seu discurso, a ministra da Agricultura ainda destacou a importância da biotecnologia, da agricultura digital e das agritechs.

O presidente da Abag, Marcello Brito, concorda com o posicionamento da Ministra da Agricultura pela uniformização da comunicação do agronegócio nacional.

“Os temas mais deliberados nos últimos meses em nosso segmento foram: desmatamento, acordo entre a União Europeia e o Mercosul e a liberação dos agroquímicos”, disse.

“Porém, as informações divulgadas não refletem, necessariamente, a realidade do nosso setor, o que faz com que haja uma percepção negativa acerca do trabalho realizado por toda a cadeia produtiva”, acrescenta.