FECHAR
05 de setembro de 2019
Voltar

CONSTRUÇÃO

A compensação ambiental na obra da Tamoios

Utilizando soluções inovadoras, duplicação da rodovia se destaca pela minimização dos impactos na natureza, tanto em relação à mata nativa quanto ao uso da água
Fonte: Revista M&T

Executadas pela Construtora Queiroz Galvão, as obras de duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios foram iniciadas em dezembro de 2015 e já estão com um avanço de mais de 50%.

Para a implantação da nova pista, que atenderá ao fluxo de subida da serra, a construtora elaborou um projeto de obras que tem 85% de sua área de execução dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, no litoral paulista.

Por esse motivo, o projeto foi inteiramente desenvolvido com foco na minimização dos impactos ambientais, utilizando soluções tecnológicas e de engenharia para esse fim.

O cuidado justifica-se. Afinal, são aproximadamente 22 quilômetros de novas pistas compostas por oito viadutos, uma ponte, dois retornos e quatro túneis que, juntos, totalizam 12,8 km de extensão (veja quadro abaixo).

Complexa, essa combinação de túneis e viadutos representa aproximadamente 72% do total da obra e também foi pensada para preservar a Mata Atlântica e a diversidade ecológica da região.

Além da inédita utilização de um Cable Crane (descrita em reportagem da Revista M&T que pode ser lida aqui) – que ademais evitou a supressão de uma área de mais de 41 mil metros quadrados de mata nativa – no local são desenvolvidos diversos programas ambientais.

Para a compensação ambiental, por exemplo, estão sendo plantadas cerca de 400 mil mudas em parceria com a Associação Corredor Ecológico, que possui o mapeamento de fragmentos de mata e faz conexões entre eles.

O cuidado também se estende aos estudos para o projeto executivo, que incluíram aproximadamente 500 sondagens mecânicas, inúmeras linhas de investigações geofísicas, modelos geomecânicos, detalhamentos de contenções e um preparo completo de engenharia geotécnica, tudo isso visando também à preservação da água.

“O material local é de rocha predominantemente gnaisse, com intrusões de rochas magmáticas, com elevada presença de água no subsolo”, explica Luigi d’Ayala Valva, gerente de produção da Queiroz Galvão. “À medida que as escavações são feitas, encontram-se insurgências de água, que é totalmente aproveitada na obra.”