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08 de maio de 2014
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Matéria de Capa - Obra de Arte

Uma ponte para o futuro

Começa a sair do papel o projeto da ponte que ligará Salvador à Ilha de Itaparica, um novo marco na Engenharia brasileira e virtual indutor de desenvolvimento socioeconômico para a região

Ponte, com 12 km de extensão, sendo 700 m de trecho estaiado, tem o custo estimado em R$ 7 bilhões

Foi formalizado, no início de março, o contrato para elaboração do projeto básico de engenharia da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica. O documento foi assinado pelo Governo do Estado da Bahia com o consórcio formado pelas empresas brasileiras Enescil e Maia Melo, e pela dinamarquesa Cowi. A escolha foi resultado de uma licitação internacional que considerou, para efeito de classificação, critérios como capacidade técnica dos concorrentes e preço proposto para o trabalho. O consórcio vencedor apresentou a proposta de elaboração do projeto pelo valor de R$ 22,5 milhões, o que representou um deságio de 15,4% em relação ao preço inicialmente estimado.

A ordem de serviço para o início do projeto básico de engenharia já foi emitida e o consórcio deverá apresentar estudos intermediários e finais até outubro deste ano. Uma das suas tarefas é propor alternativas para o traçado da ponte e para a rodovia que dará continuidade à obra de arte, na ilha de Itaparica. O consórcio fará, também, o anteprojeto de engenharia e o relatório que subsidiará o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que já está sendo elaborado por outro consórcio internacional, formado pelas empresas V&S Ambiental (Brasil) e Nemus (Portugal).

Esse segundo consórcio havia vencido, anteriormente, a disputa para a elaboração do EIA e pelo relatório de impacto ambiental (Rima) para a construção da obra de arte, a um custo de R$ 7,2 milhões. O EIA-Rima é considerado um instrumento fundamental para minimizar os impactos ambientais e sociais, sobretudo na Ilha de Itaparica, na Baía de Todos-os-Santos e demais áreas afetadas na região do Recôncavo Baiano. De acordo com o edital, os estudos englobam um diagnóstico ambiental e a proposição de planos e programas de mitigação e compensação do impacto ambiental.

O projeto original, que está sob a coordenação do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba) e da Secretaria de Planejamento do Governo do Estado (Seplan), foi proposto pelo consórcio formado pela OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht Transport. Ele prevê a construção de uma ponte com 12 km de extensão, sendo 700 m de trecho estaiado e 160 m de extensão móvel, para permitir a passagem de grandes embarcações. O custo estimado do empreendimento é de R$ 7 bilhões e, a  princípio, está prevista a execução das obras em um período de quatro anos.