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20 de dezembro de 2011
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Artigo

Uma expertise brasileira

A construção civil brasileira desfruta de amplo reconhecimento internacional pela tecnologia de ponta e experiência, incluindo as grandes estruturas e obras, como aeroportos, portos, terminais rodoferroviários, hotéis, rodovias, fábricas, estádios, túneis, ferrovias e shopping centers. Ou seja, tudo o que precisamos para abrigar com sucesso a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, e resgatar nosso inaceitável gargalo na infraestrutura e ampliar o número de construtoras na prospecção do mercado externo, apoiando sua internacionalização.

Entretanto, o atraso nos cronogramas relativos à preparação para as duas grandes competições internacionais deve servir de alerta ao governo brasileiro, no sentido de que é importante potencializar a necessidade e a oportunidade de utilizarmos a expertise de nossa indústria da construção para ganhar mais espaço no atendimento à grande demanda internacional do setor. Podemos, até mesmo, multiplicar a exportação desses serviços de alto valor agregado.

Muitas empresas brasileiras já alcançaram padrão mundial de eficiência, estando aptas a investir, conquistar mercados e manter filiais ou subsidiárias em outros países. É muito importante para o País, com o suporte do BNDES, consolidar organizações globais. É primordial criar uma base mais ampla de grandes e médias empresas nacionais que também possam participar de maneira ativa desse processo. Uma Nação como o Brasil não pode ter poucas companhias representativas e estas não devem inibir o crescimento de numerosas emergentes, que pedem e querem igualdade de tratamento, inclusive em nossa urgente demanda com relação à Copa da FIFA e à Olimpíada.

O tempo urge. É preciso arregaçar as mangas e realizar o trabalho, em especial no tocante aos aeroportos, o mais sensível segmento das obras, ao qual se subordina toda a logística de movimentação de passageiros e cargas. Nesse sentido, parece muito pertinente a instituição, pela presidente Dilma Rousseff, da Secretaria de Aviação Civil, para formular, coordenar e supervisionar as políticas públicas ligadas ao desenvolvimento da aviação civil e infraestrutura aeroportuária.

O fato mais promissor atrelado à criação do órgão, ao qual ficam subordinadas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero, é o modelo doravante adotado, de concessões dos terminais à administração privada. Mesmo que a transição seja lenta, cautelosa e paulatina, a participação de empresários no processo, somando-se aos gestores do setor público, contribuirá para agilizar obras, ampliar a eficiência dos investimentos, reduzir a burocracia e impedir um caos aéreo a partir do momento em que as seleções de futebol e os torcedores/turistas de todo o mundo começarem a desembarcar no Brasil em 2014.