18 de maio de 2017
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Planejamento Urbano

Um projeto de rua ideal

O “Projeto Ruas Completas” visa orientar os gestores municipais na construção de cidades e espaços urbanos que priorizem os deslocamentos a pé e de bicicleta, e ainda o desenvolvimento urbano orientado para a mobilidade de baixo carbono, mesmo no caso de

Conheça os elementos presentes

em um projeto de rua completa:

Fachadas ativas

A presença de janelas e vitrines voltadas para a rua, portas e acessos frequentes, bem como a proximidade da edificação com a calçada, possuem uma forte relação com a segurança pública urbana. Comércio, serviços e espaços culturais estimulam a convivência entre a vizinhança e qualificam a relação do espaço público com o ambiente construído, promovendo mais interação social. O pedestre sente-se mais seguro nos espaços onde outras pessoas também estão circulando.

O projeto arquitetônico que valoriza a relação do edifício com a rua evita a monotonia durante a caminhada. Ambientes assim são convidativos e contribuem para que as pessoas andem mais a pé e permaneçam mais tempo nas ruas;

Superfície paver e concreto

A escolha do tipo de pavimento depende de diversos fatores, como a função da via, tipo de tráfego, fluxo de veículos e pedestres, topografia do local, tipo de subsolo, periodicidade de manutenção, uso e ocupação do solo.

Nesta via foram utilizados dois tios de pavimentos: paver (blocos intertravados de concreto) e o concreto moldado in loco. Tanto o paver quanto o concreto moldado in loco são antiderrapantes, o que proporciona segurança aos pedestres, mesmo em dias de chuva. Podem ser pigmentados com cores claras para absorver menos calor e melhorar o conforto térmico no local. Além disso, produtos à base de cimento podem ser totalmente reciclados e reutilizados;

Sinalização clara e orientada ao pedestre

É essencial que exista compatibilidade entre o limite de velocidade e o desenho do ambiente viário. Isso influencia positivamente o comportamento dos motoristas e evita velocidades acima do limite estabelecido. Espaços compartilhados por diferentes usuários e meios de transportes – como pedestres, ciclistas, automóveis e ônibus – devem ser sinalizados, indicando claramente o limite de velocidade e os fluxos preferenciais;

Via compartilhada

A sinalização no pavimento da rua indica ao usuário que há tráfego de ciclista no espaço, mas sem criar exclusividade. A faixa é compartilhada entre ciclistas, veículos motorizados e pedestres, exigindo velocidades baixas para o convívio seguro entre todos os meios


Conheça os elementos presentes

em um projeto de rua completa:

Fachadas ativas

A presença de janelas e vitrines voltadas para a rua, portas e acessos frequentes, bem como a proximidade da edificação com a calçada, possuem uma forte relação com a segurança pública urbana. Comércio, serviços e espaços culturais estimulam a convivência entre a vizinhança e qualificam a relação do espaço público com o ambiente construído, promovendo mais interação social. O pedestre sente-se mais seguro nos espaços onde outras pessoas também estão circulando.

O projeto arquitetônico que valoriza a relação do edifício com a rua evita a monotonia durante a caminhada. Ambientes assim são convidativos e contribuem para que as pessoas andem mais a pé e permaneçam mais tempo nas ruas;

Superfície paver e concreto

A escolha do tipo de pavimento depende de diversos fatores, como a função da via, tipo de tráfego, fluxo de veículos e pedestres, topografia do local, tipo de subsolo, periodicidade de manutenção, uso e ocupação do solo.

Nesta via foram utilizados dois tios de pavimentos: paver (blocos intertravados de concreto) e o concreto moldado in loco. Tanto o paver quanto o concreto moldado in loco são antiderrapantes, o que proporciona segurança aos pedestres, mesmo em dias de chuva. Podem ser pigmentados com cores claras para absorver menos calor e melhorar o conforto térmico no local. Além disso, produtos à base de cimento podem ser totalmente reciclados e reutilizados;

Sinalização clara e orientada ao pedestre

É essencial que exista compatibilidade entre o limite de velocidade e o desenho do ambiente viário. Isso influencia positivamente o comportamento dos motoristas e evita velocidades acima do limite estabelecido. Espaços compartilhados por diferentes usuários e meios de transportes – como pedestres, ciclistas, automóveis e ônibus – devem ser sinalizados, indicando claramente o limite de velocidade e os fluxos preferenciais;

Via compartilhada

A sinalização no pavimento da rua indica ao usuário que há tráfego de ciclista no espaço, mas sem criar exclusividade. A faixa é compartilhada entre ciclistas, veículos motorizados e pedestres, exigindo velocidades baixas para o convívio seguro entre todos os meios de transporte;

Iluminação na escala do pedestre

O projeto de iluminação das vias deve priorizar pedestres e ciclistas, que não possuem sistemas próprios de iluminação, como os automóveis. Algumas tecnologias melhoram a iluminação pública. Lâmpadas de LED e luminárias com placas solares geram economias nas contas de luz e na manutenção das redes.

A importância da fiação subterrânea melhora a estética da via e diminui a interrupção da energia elétrica causada por incidentes e intempéries – como chuvas e ventos fortes.

Mobiliário

Diversos elementos são instalados nas vias urbanas, como bancas de jornal, caixas de correio, telefone públicos, hidrantes, lixeiras, bancos, abrigos de pontos de ônibus etc. Alguns cumprem funções utilitárias, enquanto outros servem para incentivar a permanência das pessoas nos espaços públicos.

Quando bem projetado e instalado de forma ordenada, o mobiliário urbano melhora e experiência de convivência com a cidade. Porém, se mal posicionado, pode constituir barreiras físicas, prejudiciais ao deslocamento dos pedestres. O mobiliário urbano deve ter desenho universal para garantir sua utilização com autonomia.

Paraciclos

A instalação de paraciclos nas vias, em conjunto com medidas como a redução dos limites de velocidade e a construção de ciclovias/ciclofaixas estimula o deslocamento por bicicleta

Drenagem e jardim de chuva

As técnicas de gerenciamento de águas pluviais, também chamadas de “infraestrutura verde”, como biorretenção, plantio de árvores mas calçadas e utilização de pavimentos permeáveis, reduzem o escoamento de água da chuva, aliviando o impacto da drenagem urbana. Elas melhoram, a qualidade da água que retorna para as bacias, diminuindo a necessidade de tratamento para o consumo.

Os jardins de chuva ou bacias de infiltração são canteiros caracterizados por depressão no solo, que forma uma bacia para onde é direcionado p escoamento superficial da água da chuva.

Piso tátil

O piso tátil foi desenvolvido para orientar os deficientes visuais sobre o caminho. Ele permite a percepção das rotas e obstáculos com os pés ou bengalas. Quando instalado, o piso tátil se torna parte de um ambiente complexo, que possui uma série de informações táteis e sensoriais. É essencial que a sinalização seja projetada de forma a orientar o deslocamento da pessoa cega sem prejudicar sua mobilidade.

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